Projeto Semeando Sustentabilidade distribui mudas clonais para agricultores familiares

Projeto Semeando Sustentabilidade distribui mudas clonais para agricultores familiares

Mudas criadas a partir de plantas selecionadas produzem mais, com maior resistência a doenças e pragas.

O Centro de Estudos Rioterra está distribuindo mudas clonadas de cacau e café para os agricultores que participam do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Smudas-clonais-2ocioambiental. As mudas foram doadas pela Ceplac (Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira) e Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), parceiras na execução do projeto. 

As mudas clonadas são produzidas por meio de pesquisas e seleção de plantas para clonagem  de grande produtividade e resistentes a doenças e pragas. o que garante uma boa produção,com safras até três vezes maiores do que os cultivos tradicionais. Um desses exemplos é o café clonal desenvolvido pela Embrapa em Rondônia.

“Nossa ideia é diversificar a oferta de mudas. Sabemos da importância de valorizar os materiais seminais (oriundo de sementes) e as sementes crioulas. Contudo, não podemos deixar de olhar para outras tecnologias que estão ao alcance das pessoas e que podem trazer importantes benefícios. Estamos integrando as duas formas de produzir.”, explica o engenheiro agrônomo do CES Rioterra Uélinton Pinheiro.      

 

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HORTA COMUNITÁRIA DE ITAPUÃ DO OESTE COMEÇA A GERAR RESULTADOS

HORTA COMUNITÁRIA DE ITAPUÃ DO OESTE COMEÇA A GERAR RESULTADOS

 

Pensado para ser um ambiente de inclusão de mulheres, a horta comunitária de Itapuã do Oeste, começou a produzir.  Para chegar até esse momento, foram realizadas reuniões comunitárias para esclarecimento do que vinha a ser um espaço com tais características. Treinamentos sobre olericultura foram repassados aos comunitários que participaram de cursos preparatórios. Um processo seletivo foi necessário, pois não havia como a horta abrigar a todas as interessadas. Apoio na parte de organização social e produtiva foi prestado por parte do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, Secretarias de Agricultura e de Ação Social de Itapuã do Oeste e Centro de Estudos Rioterra, apoiadores da iniciativa, parte do projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

Tendo como princípio o emprego de técnicas agroecológicas, as mulheres que participam da horta comunitária começaram a colher várias verduras como alface, rúcula, cebolinha, couve, quiabo e coentro. Parte da produção elas destinam à venda e outra parcela à doação para instituições que prestam assistência social na comunidade como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) do município de Itapuã do Oeste.

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A iniciativa tem atraído instituições, grupos de crianças e comunitários da região. Há um crescente interesse em visitas à horta comunitária, na busca por conhecer sua história, como foi construída, como estão organizadas e como ocorre o trabalho na horta.

“Muitas mulheres de famílias carentes têm vindo aqui para conhecer e ver como mantemos a horta. Doamos mudas e sementes incentivando assim as mulheres a construírem em suas casas, hortas que ajudarão na alimentação e na renda de suas famílias. Mas legal mesmo, é quando chegam visitas de crianças que ficam encantadas ao descobrirem que podem produzir verduras em suas próprias residências”, disse Adriana R. Souza, uma das mulheres que participa da horta comunitária.

A horta comunitária, com apenas quatro meses, tem possibilitado às mulheres autonomia e protagonismo, bem como, participação em atividades de capacitação, geração de renda, organização social e debates sobre relacionamento interpessoal, além de contribuir para autoestima e melhoria da qualidade de vida.

“É gratificante ver mulheres que você conheceu em momentos de baixa autoestima e hoje ver o sorriso e a confiança que cada uma tem em si, por saberem que cada uma delas venceu seus próprios obstáculos. É animador poder fazer parte desta história. Isso nos motiva a trabalhar cada vez mais neste projeto que ajuda pessoas em situação de vulnerabilidade”, disse Lidiane Camacho, Educadora do CES Rioterra.

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RIOTERRA E CEPLAC CELEBRAM PROTOCOLO DE INTENÇÕES

RIOTERRA E CEPLAC CELEBRAM PROTOCOLO DE INTENÇÕES

Foi assinado na manhã de hoje, 9 de agosto de 2016, Protocolo de Intenções para cooperação técnica entre o Centro de Estudos Rioterra e a Comissão Permanente da Lavoura Cacaueira – CEPLAC. O objetivo do Protocolo é estabelecer um programa de ampla cooperação e intercâmbio científico e tecnológico, abrangendo atividades de extensão, pesquisa aplicada, capacitação e treinamento de recursos humanos para absorção e transferência de tecnologias voltadas ao desenvolvimento da agricultura familiar no estado de Rondônia.
Uma das ações previstas é a utilização do cacau como cultura principal na implantação de sistemas agroflorestais previstos nos projetos de adequação ambiental de propriedades rurais realizados pelo CES Rioterra.
“Há uma grande demanda pelo fruto no mercado, tanto pela falta de produto, quanto pelo crescimento populacional e de seus derivados. Os preços hoje são muito bons se comparados a períodos anteriores. O cacau pode ajudar a recuperar um grande passivo de áreas abandonadas, sem contar o apelo de origem amazônica que o valoriza no mercado internacional, agregando valor à produção daqui”, falou O Diretor Geral da CEPLAC, Sérgio Murilo.
O CES Rioterra tem realizado atividades voltadas a capacitação de seus técnicos e sensibilização de proprietários rurais para esse mercado que está em franco crescimento.
“O Protocolo, na verdade, oficializa uma parceria que vinha sendo trabalhada desde 2014. Já realizamos intercâmbios, cursos e dias de campo. Os agricultores precisam diversificar sua produção e veem o cacau com bons olhos. Acreditamos que haverá uma boa aceitação dos modelos cujo cacau é a principal cultura a ser implantada. É muito importante recuperar os passivos ambientais das propriedades da agricultura familiar, mas não podemos deixar de buscar alternativas que sejam economicamente viáveis para os produtores, sob pena de não termos adesão por parte deles, principais atores nesta questão”, completou Telva Barbosa Gomes, presidente do Centro de Estudos Rioterra.
O Protocolo foi assinado na sede da CEPLAC, em Porto Velho, pelo Diretor Geral do órgão, Sr. Sérgio Murilo C. Menezes, que está em visita à Rondônia. Participaram também da solenidade Cacildo Viana, Superintendente da CEPLAC em Rondônia, Alberto Quintans, Chefe de Pesquisa e Extensão e Claudio Coimbra, Presidente da Câmara Setorial do Cacau.

 

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DINÂMICAS DE CARBONO SÃO ESTUDADAS EM SAFs AMAZÔNICOS

DINÂMICAS DE CARBONO SÃO ESTUDADAS EM SAFs AMAZÔNICOS

004Muito pouco se sabe como funcionam as dinâmicas de carbono nos sistemas agroflorestais (SAFs) na Amazônia. O tema é de extrema relevância no atual cenário para o desenvolvimento da Amazônia, pois os SAFs podem desempenhar um papel fundamental para conservação da região, bem como nos processos de adaptação e combate às mudanças climáticas.

Os SAFs podem contribuir para diminuir desmatamentos e dar novos usos para áreas degradadas, permitindo aos agricultores diversificar e aumentar sua renda, bem como melhorar aspectos de segurança alimentar, além claro dos benefícios de absorção e estocagem de carbono.

Com o intuito de compreender as relações de absorção e estocagem de carbono nos solos, na vegetação acima e abaixo dos solos e na serapilheira, pesquisadores do CES Rioterra, Universidade Federal de Rondônia – UNIR e Universidade Federal do Paraná – UFPR, estão desenvolvendo pesquisas nas áreas implantadas há 5 anos pelo projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

Os dados iniciais, coletados entre os dias 18 e 23 de julho, mostram elevado potencial para absorção. “Os levantamentos preliminares mostram que os SAFs são verdadeiras bombas de sugar carbono, e podem ser bastante significativos no tocante à retirada desse gás de efeito estufa da atmosfera. Vimos que a estocagem pode alcançar valores próximos a 80 toneladas de carbono. Isso pode ser aumentado a depender das espécies utilizadas”, comentou Carlos Sanquetta, Doutor em Engenharia Florestal da UFPR.

“Temos poucos estudos sobre carbono estocado nos solos da Amazônia. Menos ainda sobre dinâmicas de acumulação, estocagem e emissão. Esses estudos nos permitirão obter informação numa escala de detalhes sobre o funcionamento deste compartimento que contém muito mais carbono que aquele estocado na vegetação. Os solos podem se tornar uma imensurável fonte de emissões se perturbado, por isso as ações de conhecimento para fins de planejamento são tão importantes”, falou Alexis Bastos, Doutor em Geografia do CES Rioterra.

Novas etapas de coleta estão previstas para janeiro.

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HORTAS COMUNITÁRIAS COMO MEIO DE INCLUSÃO SOCIAL

HORTAS COMUNITÁRIAS COMO MEIO DE INCLUSÃO SOCIAL

A situação de vulnerabilidade social em que vivem famílias dos municípios de atuação do Centro de Estudos Rioterra foi fator que motivou o desenvolvimento de um projeto para construção de hortas comunitárias, com o objetivo de promover a inclusão de mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Neste contexto, foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho de 2016, no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste, o curso de Olericultura (cultivo de legumes e hortaliças). Este curso faz parte das ações do Projeto “Semeando Sustentabilidade”, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

“Uma das etapas para a criação da horta comunitária foi a realização deste curso de Olericultura, ele nos possibilitou conhecer melhor as integrantes que serão selecionadas para participar da horta comunitária”, disse Lidiane Camacho, educadora do CES Rioterra.

Durante o curso foram abordados assuntos como a construção dos canteiros, manutenção e o cultivo das plantas, sempre primando pelo protagonismo das participantes, que colocaram a mão na massa aprendendo como trabalhar com as hortas desde a organização até a utilização de técnicas agroecológicas para evitar o desperdício de nutrientes da terra.

“Ao promovermos ações de afirmação, como esta junto às mulheres da comunidade, trabalhamos não apenas a inclusão, mas o resgate de autoestima, possibilidades de geração de renda, segurança alimentar e, também, formas de aproveitar pequenos espaços, inclusive na área urbana como meio para fortalecer a agricultura familiar”, complementou Janaína D. Alves, educadora do CES Rioterra.


ENQUANTO ISSO…

A horta comunitária implantada pelo projeto em abril na Escola Municipal Cecília Meireles, na linha B40, em Itapuã do Oeste, começa a dar frutos, ou melhor, vegetais.

“É muito gratificante ver que os alunos entenderam a proposta e adotaram a horta. Hoje a primeira coisa que eles fazem ao chegar na escola é visitar os canteiros para ver se tudo está bem. Há alguns dias atrás fizemos a primeira colheita de rúcula que já foi usada na merenda. Na próxima semana faremos a colheita da alface. Os alunos esperam ansiosos”, falou a diretora da escola Luciana Monteiro.

“A partir do momento em que os parceiros viram que a escola, de fato, cuidou da horta, também passaram a apoiar. A prefeitura cedeu alguns materiais como carrinho de mão e pequenas ferramentas. Ficamos felizes com o envolvimento da escola e aceitação da prefeitura do projeto. Quem sabe possamos replicar essa ação para outras escolas. O potencial enquanto ferramenta para educação é enorme”, disse Alexandre Queiroz educador do CES Rioterra.

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EMBRAPA E RIOTERRA EM PARCERIA PARA DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA

EMBRAPA E RIOTERRA EM PARCERIA PARA DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA

A Embrapa Rondônia e o CES Rioterra têm desde maio discutido formas de atuação conjunta voltada para o desenvolvimento da agricultura familiar em Rondônia. O foco principal das ações são pesquisas na área da agricultura visando melhorar a produção por unidade de área em ambientes já alterados das propriedades rurais.

Um dos objetivos é que estas áreas sejam incorporadas ás áreas produtivas das propriedades, possibilitando aos agricultores diversificar e melhorar a renda, bem como diminuir as pressões de desmatamento, colaborando assim, para conservação da biodiversidade.

Como atividade inicial, técnicos do CES Rioterra que participam do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do programa Petrobras Socioambiental, receberam capacitação nos dias 14 e 15 de junho sobre a produção de café clonal na sede da Embrapa Ouro Preto.

“O café clonal pode ser uma excelente opção para agricultores da região, pois além de ser uma cultura conhecida por eles, o que facilita o manejo, permite elevados níveis de produção por unidade de área, consequentemente, levando a maiores ganhos na hora da venda”, falou o engenheiro agrônomo Uéliton Pinheiro, CES Rioterra.

“Esse material genético é o ideal para os agricultores, pois a sua alta produção e uniformidade dos frutos é um excelente atrativo. Temos que cada dia mais buscar tecnologias para melhorar a vida no campo. Melhorar a produção, os ganhos com um trabalho relativamente igual ou menor que as produções convencionais é um dos exemplos que podemos trazer para atualidade no tocante a tecnologia no campo”, falou Dejesus Ramos, botânico prático e viveirista CES Rioterra.

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