HORTAS COMUNITÁRIAS COMO MEIO DE INCLUSÃO SOCIAL

HORTAS COMUNITÁRIAS COMO MEIO DE INCLUSÃO SOCIAL

A situação de vulnerabilidade social em que vivem famílias dos municípios de atuação do Centro de Estudos Rioterra foi fator que motivou o desenvolvimento de um projeto para construção de hortas comunitárias, com o objetivo de promover a inclusão de mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Neste contexto, foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho de 2016, no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste, o curso de Olericultura (cultivo de legumes e hortaliças). Este curso faz parte das ações do Projeto “Semeando Sustentabilidade”, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

“Uma das etapas para a criação da horta comunitária foi a realização deste curso de Olericultura, ele nos possibilitou conhecer melhor as integrantes que serão selecionadas para participar da horta comunitária”, disse Lidiane Camacho, educadora do CES Rioterra.

Durante o curso foram abordados assuntos como a construção dos canteiros, manutenção e o cultivo das plantas, sempre primando pelo protagonismo das participantes, que colocaram a mão na massa aprendendo como trabalhar com as hortas desde a organização até a utilização de técnicas agroecológicas para evitar o desperdício de nutrientes da terra.

“Ao promovermos ações de afirmação, como esta junto às mulheres da comunidade, trabalhamos não apenas a inclusão, mas o resgate de autoestima, possibilidades de geração de renda, segurança alimentar e, também, formas de aproveitar pequenos espaços, inclusive na área urbana como meio para fortalecer a agricultura familiar”, complementou Janaína D. Alves, educadora do CES Rioterra.


ENQUANTO ISSO…

A horta comunitária implantada pelo projeto em abril na Escola Municipal Cecília Meireles, na linha B40, em Itapuã do Oeste, começa a dar frutos, ou melhor, vegetais.

“É muito gratificante ver que os alunos entenderam a proposta e adotaram a horta. Hoje a primeira coisa que eles fazem ao chegar na escola é visitar os canteiros para ver se tudo está bem. Há alguns dias atrás fizemos a primeira colheita de rúcula que já foi usada na merenda. Na próxima semana faremos a colheita da alface. Os alunos esperam ansiosos”, falou a diretora da escola Luciana Monteiro.

“A partir do momento em que os parceiros viram que a escola, de fato, cuidou da horta, também passaram a apoiar. A prefeitura cedeu alguns materiais como carrinho de mão e pequenas ferramentas. Ficamos felizes com o envolvimento da escola e aceitação da prefeitura do projeto. Quem sabe possamos replicar essa ação para outras escolas. O potencial enquanto ferramenta para educação é enorme”, disse Alexandre Queiroz educador do CES Rioterra.

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SEMEANDO É APRESENTADO NA LINHA AZUL 2

SEMEANDO É APRESENTADO NA LINHA AZUL 2

Aconteceu ontem, em Itapuã do Oeste, linha Azul 2, na sede da Associação de Produtores Rurais da Linha Azul – APRAZUL, com o objetivo de apresentar o projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e executado pelo Centro de Estudos Rioterra.

Dentre as ações prevista, duas chamaram a atenção dos agricultores e agricultoras: as hortas comunitárias e os trabalhos de recuperação de áreas degradadas, devido as possibilidades de diversificação e aumento da renda.

“Aderir ao projeto e trabalhar em parceria com a Rioterra vai permitir avanços para nossa associação, pois teremos apoio para desenvolver não apenas a parte produtiva, mas para fortalecer nossa organização para lutarmos por nossos direitos”, falou Franklin Ferreira, vice-presidente da APRAZUL.

Os presentes também se mostraram interessados em ações de intercâmbio. Segundo eles, estas atividades permitem que os agricultores conheçam outras culturas e possam trocar, pessoalmente, conhecimentos com aqueles que as desenvolvem.

“Já temos previsto um intercâmbio para o mês de junho na sede da Ceplac, em Ouro Preto, para que os agricultores conheçam sistemas agroflorestais com emprego de cacau clonal. Esperamos em breve realizar outras atividades similares para que possam conhecer experiências de sucesso em Rondônia no tocante a organização social também. Vemos que esse ponto é fundamental para o desenvolvimento rural. O que temos encontrado são organizações fragilizadas e necessitando de assessoria em vários campos. Esperamos contribuir para mudança desse cenário através do projeto”, disse Janaina D. Alves, Educadora do CES Rioterra.

Novas reuniões estão sendo agendadas. Se você reside na área de atendimento do projeto Semeando Sustentabilidade e tem interesse em conhecer nossas ações, agende uma reunião para sua associação através dos telefones (69) 32312583 ou (69) 92936553 (Janaína).

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EMBRAPA E RIOTERRA EM PARCERIA PARA DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA

EMBRAPA E RIOTERRA EM PARCERIA PARA DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA

A Embrapa Rondônia e o CES Rioterra têm desde maio discutido formas de atuação conjunta voltada para o desenvolvimento da agricultura familiar em Rondônia. O foco principal das ações são pesquisas na área da agricultura visando melhorar a produção por unidade de área em ambientes já alterados das propriedades rurais.

Um dos objetivos é que estas áreas sejam incorporadas ás áreas produtivas das propriedades, possibilitando aos agricultores diversificar e melhorar a renda, bem como diminuir as pressões de desmatamento, colaborando assim, para conservação da biodiversidade.

Como atividade inicial, técnicos do CES Rioterra que participam do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do programa Petrobras Socioambiental, receberam capacitação nos dias 14 e 15 de junho sobre a produção de café clonal na sede da Embrapa Ouro Preto.

“O café clonal pode ser uma excelente opção para agricultores da região, pois além de ser uma cultura conhecida por eles, o que facilita o manejo, permite elevados níveis de produção por unidade de área, consequentemente, levando a maiores ganhos na hora da venda”, falou o engenheiro agrônomo Uéliton Pinheiro, CES Rioterra.

“Esse material genético é o ideal para os agricultores, pois a sua alta produção e uniformidade dos frutos é um excelente atrativo. Temos que cada dia mais buscar tecnologias para melhorar a vida no campo. Melhorar a produção, os ganhos com um trabalho relativamente igual ou menor que as produções convencionais é um dos exemplos que podemos trazer para atualidade no tocante a tecnologia no campo”, falou Dejesus Ramos, botânico prático e viveirista CES Rioterra.

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Agricultura Familiar e  segurança alimentar

Agricultura Familiar e segurança alimentar

A maioria dos alimentos consumidos pelo brasileiro vem da agricultura familiar, um dos principais caminhos para a segurança alimentar

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), uma das estratégias para vencer a fome é o investimento na agricultura familiar.
Em entrevista ao programa de rádio “Brasil Rural”, diretor da Secretaria Nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marcelo Piccin, falou sobre a importância relação da agricultura familiar com a segurança alimentar de um país.
Ele destaca que o Brasil saiu do Mapa da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014 com o apoio das políticas de fortalecimento da agricultura familiar. O diretor comenta que outros países buscam estratégias semelhantes fortalecendo a agricultura familiar, a agricultura que abastece as cidades e chega a mesa da população.
“É uma agricultura que produz uma grande diversidade de alimentos, alimentos saudáveis e regionais, portanto há um fortalecimento da cultura alimentar do nosso povo”, diz.
O diretor esclarece que fortalecer a agricultura familiar, a agricultura camponesa e tradicional é uma estratégia importante para conseguir promover a segurança e a soberania alimentar de um povo.
“Nós temos uma agricultura familiar que os dados que são apontados pelo IBGE do último Censo Agropecuário apontam que em torno de 70% dos alimentos são produzidos pela agricultura familiar brasileira e mais de 80% dos agricultores são agricultores familiares.” explica o diretor.
Marcelo Piccin diz que a mandioca, por exemplo, tem mais de 80% da sua origem na agricultura familiar e metade de todo o leite consumido no Brasil vem da produção familiar.
Em suas ações, como o projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobrás Socioambiental, o Centro de Estudos Rioterra promove o fortalecimento da agricultura familiar com foco na geração de renda dos produtores rurais e na conservação do meio ambiente.

*** O Brasil Rural é transmitido de segunda a sexta e aos domingos, às 6h, e sábado, às 7h, nas rádios Nacional de Brasília e Nacional da Amazônia.

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Rioterra apresenta proposta de Horta Comunitária em Itapuã do Oeste

Rioterra apresenta proposta de Horta Comunitária em Itapuã do Oeste

Para promover acesso a atividades produtivas ligadas à agricultura para populações que vivem em situação de risco o Centro de Estudos Rioterra inova no município de Itapuã do Oeste com a criação de uma horta urbana comunitária. A proposta, que faz parte das atividades do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, será apresentada à comunidade em uma reunião, no próximo sábado (14), a partir das 9h, no Auditório Municipal Eduardo Valverde.

A horta será construída no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste. Além do espaço, serão fornecidos equipamentos, insumos, assessoria técnica e a formação para as envolvidas.

“Vamos apresentar como a ação irá funcionar, e esta será a oportunidade para mais mulheres se inscreverem e participarem da seleção para o curso de criação e gestão de hortas, que será a primeira fase de implantação da Horta Urbana Comunitária”, informou Janaína Alves, do Setor Educação do CES Rioterra.

Como funciona?

O foco da ação é reunir mulheres desempregadas, membros de famílias de baixa renda, com filhos ainda crianças (preferencialmente com idade até três anos) e que tenham interesse em trabalhar com horta. As mulheres selecionadas farão o curso com conteúdo teórico e prático e já aplicarão seus conhecimentos na construção da horta comunitária. Algumas ficarão responsáveis por dar continuidade ao trabalho e a produção será dividida entre elas, que poderão utilizar os produtos para uso doméstico e/ou geração de renda para suas famílias.

Uma pequena parte da produção será destinada à APAE, hospitais e lares de idosos.

“Queremos promover o empoderamento feminino e a inserção econômica de famílias em situação de risco. Possibilitar a geração de renda, redução de gastos, segurança alimentar e melhoria da qualidade nutricional. Para isso, contamos com o comprometimento dessas mulheres”, finalizou Janaína Alves.

 

AI: Malu Calixto

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Sementes do Campo – Conheça a história do produtor rural Heron da Silva

Sementes do Campo – Conheça a história do produtor rural Heron da Silva

"A gente nãao sabia que era possível produzir e ainda ter a mata em pé. Eu achava que estava fazendo certo, mas o tempo é um grande professor."
“A gente não sabia que era possível produzir e ainda ter a mata em pé. Eu achava que estava fazendo certo, mas o tempo é um grande professor.”

“O planeta está esquentando e a água indo embora. Precisamos da floresta para conversar os recursos que nós tanto necessitamos para continuar sobrevivendo.”

Com essa declaração o produtor rural Heron da Silva Santos, proprietário de um lote na Linha 618, em Itapuã do Oeste, contou como entrar no Programa de Recuperação de Áreas Degradadas do projeto Semeando Sustentabilidade transformou a vida da sua família e a forma dele cuidar de sua propriedade. A história, que começou 30 anos atrás, no interior de Minas Gerais, é o Sr. Heron quem vai contar.

“Ainda criança vi uma reportagem na revista ‘O Cruzeiro’ falando da abertura e das belezas da Amazônia. Me encantei e decidi que queria vir para cá viver o meu sonho de ter um pedaço de terra. Cheguei em Rondônia em 1984 e poucos anos depois consegui comprar minha terrinha. No início a vida era muito difícil. Trabalhei duro e pesado para derrubar parte da mata.

Além do meu sonho de prosperar, eu tinha a preocupação de não levar o nome de vagabundo. O povo aqui tinha essa ideia de que quem não desmatava era preguiçoso. A gente não sabia que era possível produzir e ainda ter a mata em pé. Eu achava que estava fazendo certo, mas o tempo é um grande professor.

Percebi que tinha errado ao derrubar a mata muito próximo dos igarapés, por exemplo, e eu precisava achar uma forma de corrigir o meu erro. Foi quando o projeto apareceu oferecendo apoio para quem quisesse reflorestar sem deixar de produzir. Essa ajuda caiu do céu para mim. É difícil e caro reflorestar, e eles fizeram tudo: cerca, plantio, e eu só tinha que cuidar. Hoje já temos árvores com sete metros fazendo sombra para o gado, e a mata ciliar foi recuperada.

Estou aqui há quase 30 anos e hoje entendo essa questão do meio ambiente. O desenvolvimento é bom, mas é preciso ter responsabilidade. Esse projeto tem ajudado e todos os produtores rurais da região são agradecidas pelo apoio e pelo conhecimento oferecido de que produzir com sustentabilidade, cuidando da floresta e dos rios, é possível.”

 

 

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