AGRICULTORES SE REÚNEM PARA AVALIAÇÃO DO PROJETO SEMEANDO

AGRICULTORES SE REÚNEM PARA AVALIAÇÃO DO PROJETO SEMEANDO

Encontro na capital de Rondônia reuniu beneficiários de Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo 

Entre os dias 13 e 15 de setembro (2017), o Centro de Estudos Rioterra reuniu agricultores dos municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo para avaliação do Projeto “Semeando Sustentabilidade”patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.

O objetivo da atividade foi realizar uma discussão sobre as diversas áreas de atuação do projeto, avaliando cada uma com o objetivo de destacar os pontos positivos e negativos, bem como as lições aprendidas. O resultado dessas discussões ser

á sistematizado em uma publicação para que possa circular na sociedade e disseminar as práticas do projeto.

Foi elaborada uma programação que garantiu através de atividades lúdicas, a imersão e envolvimento dos agricultores na avaliação. Em grupos, os agricultores trabalharam o histórico de intervenção do projeto, onde construíram uma linha do tempo, expuseram suas experiências, além de debater as lições aprendidas e perspectivas de ações para o projeto.

O agricultor Natanael Alves da Silva, do acampamento Sol Nascente, de Cujubim, elogiou a iniciativa da Rioterra.  “A gente fica feliz em saber que com a nossa participação vai poder organizar os próximos eventos. É muito orgulho prá gente, poder participar desta avaliação que não vai servir só prá mim, mas para outras pessoas. Achei muito importante a Rioterra lembrar da gente, fazer o convite e a gente estar aqui e poder avaliar um projeto deste tamanho”, afirmou.

Para o agricultor, “o Projeto Semeando Sustentabilidade não mudou só a minha vida, mas a vida da minha família e de muitos amigos meus que trabalham lá. Nós participamos de uma associação mais voltada para as mulheres. A minha esposa é da diretoria da associação e através do projeto a gente conseguiu se organizar e receber informação para que pudesse trabalhar uma gestão com mais qualidade, instruindo as pessoas sobre a melhor forma de se adequar a cada tipo de atividade.

O agricultor Francisco Teixeira, mais conhecido como Chico Teixeira, que mora na linha 177 da gleba Cajueiro, em Itapuã do Oeste, considera que “o projeto Semeando Sustentabilidade foi enviado por Deus, porque usou pessoas inteligentes, de cabeça, responsáveis, que vieram resgatar aquilo que o homem do campo, vem perdendo ao longo do tempo, que é aprender a lidar com o solo, com as plantas, como melhorar a renda para as pessoas. Então o projeto nos trouxe muito êxito. Inclusive eu sou testemunha disso, porque a primeira vez eu pensei: será que vai dar certo? Mas, olha, de 2016 prá cá eu vi que disparou este projeto e tem me trazido, graças a Deus, muita esperança. Muito bom”, concluiu.

O agricultor Adão Prado Barbosa, do assentamento 2 de Julho, em Rio Crespo, agradece o trabalho realizado pela Rioterra através do projeto Semeando Sustentabilidade. “O projeto foi muito importante na minha vida na questão de aprendizagem, porque aprendi formas de trabalhar na terra que eu não sabia. Foi importante para mim e para a minha esposa. Tenho uma pequena propriedade onde eu consigo fazer um trabalho muito importante, sendo que foi graças à Rioterra que eu aprendi a trabalhar nela”.
 “Essa avaliação além de mostrar de uma forma panorâmica como as atividades propostas impactaram os agricultores, evidenciou oportunidades de atuação para proposição de novos projetos em prol da agricultura familiar do Estado”, disse Alexandre Queiroz, Educador da Rioterra.

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AGRICULTORES PARTICIPAM DE ENCONTRO DO PROJETO SEMEANDO SUSTENTABILIDADE

AGRICULTORES PARTICIPAM DE ENCONTRO DO PROJETO SEMEANDO SUSTENTABILIDADE

Objetivo da reunião é avaliar o projeto a partir dos olhares dos beneficiários.

 O Centro de Estudos (CES) Rioterra vai reunir nos dias 13, 14 e 15 de setembro, em Porto Velho, cerca de 40 agricultores familiares dos municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo, beneficiários do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental. Durante o encontro, os agricultores terão a oportunidade de compartilhar experiências e avaliar o projeto, que já está em sua terceira etapa.

“O encontro tem o objetivo de ouvir o que os agricultores têm a dizer sobre os trabalhos realizados para que possamos identificar pontos positivos e negativos, bem como, aprofundar diálogos sobre as lições aprendidas. A voz dos beneficiários é essencial para aprimorarmos os métodos aplicados, manter o que vem funcionando e criar novas abordagens para atuação junto ao público rural”, explica Alexandre Queiroz.

Ao final dos trabalhos será elaborada uma cartilha com a sistematização das experiências para que os conhecimentos gerados possam circular na sociedade, favorecendo os processos de trocas de saberes entre aqueles que se dedicam ao desenvolvimento da agricultura familiar na Amazônia.

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Cultive Sonhos

Cultive Sonhos

Esse vídeo mostra como a doação de mudas, ação do Projeto Semeando Sustentabilidade, realizado pelo Centro de Estudos Rioterra e patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, ajuda na conservação da floresta e no desenvolvimento da agricultura familiar no interior de Rondônia.

Vamos ajudar a conservar a Amazônia, plante uma árvore!

 

 

 

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DOCUMENTÁRIO SOBRE O PROJETO SEMEANDO É UMA LIÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

DOCUMENTÁRIO SOBRE O PROJETO SEMEANDO É UMA LIÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

Com o nome de “Semeando Sustentabilidade 2015/2017”, documentário pode ser acessado pelo Canal do CES Rioterra no Youtube

Os resultados de atuação do Projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental,

no período de 2015 a 2017, realizado pelo Centro de Estudos Rioterra, fazem parte de um vídeo-documentário lançado recentemente, com acesso pelo canal do Centro no Youtube

(https://www.youtube.com/watch?v=TfSKLA3-hy4), que mostra os trabalhos realizados junto aos agricultores familiares dos municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo, em Rondônia.

O objetivo das ações é voltado para conservação da Amazônia e a fixação de carbono através de práticas que combatam a agricultura itinerante, aquela que avança sobre a floresta, através da recuperação de áreas com emprego de sistemas agroflorestais.

O projeto Semeando Sustentabilidade já recuperou mais de 300 hectares de áreas degradadas/alteradas, oferecendo aos agricultores oportunidades de diversificar a produção e dar novos usos para terrenos abandonados de suas propriedades. “Com o projeto Semeando Sustentabilidade aprendi que eu posso plantar, ter as árvores, recuperar áreas degradadas e ao mesmo tempo ocupar a terra para o plantio de café”, diz a agricultora Idenir Pereira, beneficiária de Itapuã do Oeste.

“Com o projeto Semeando Sustentabilidade, a gente aprende que não podemos só destruir, desmatar. Também temos que pensar em preservar”, considera o agricultor Jaime Carvalho Santos, de Cujubim.

“Poderíamos destacar vários resultados, porém destacamos as evidências de que processos que envolvam de fato a

s pessoas, respeitando suas atividades econômicas e oferecendo a estes olhares multidisciplinares para as questões ambientais podem resultar em parâmetros que permitam avançarmos sobre a questões de regularização ambiental de propriedades rurais, gerando desenvolvimento, e não apenas de crescimento, como tem sido a tônica regional, aliados à conservação da Amazônia”, explica o Coordenador de Projetos do CES Rioterra, Alexis Bastos.

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DE AGRICULTOR PARA AGRICULTOR, SEMEANDO SUSTENTABILIDADE

DE AGRICULTOR PARA AGRICULTOR, SEMEANDO SUSTENTABILIDADE

 Intercâmbio proporciona troca de saberes entre agricultores beneficiários do projeto Semeando Sustentabilidade

Nos dias 03 e 04 de agosto, produtores rurais dos municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo (RO), participaram de um intercâmbio voltado para a troca de experiências sobre boas práticas agrícolas adotadas por agricultores beneficiados pelo Projeto “Semeando Sustentabilidade”, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e realizado pelo Centro de Estudos (CES) Rioterra.

No primeiro dia do evento, os agricultores visitaram a propriedade da família Pereira, no município de Cujubim. Eles conheceram e discutiram sobre os diversos benefícios que os Sistemas Agroflorestais (SAFs) podem trazer, como a disponibilização de matéria orgânica, que auxilia na retenção de umidade e produção de nutrientes para o solo, além de aspectos ligados a diversificação produtiva. Nesta mesma propriedade os participantes puderam conhecer uma agroindústria para beneficiamento de frutas, que permite à família agregar valor e inúmeras outras possibilidades comercias, como acesso aos mercados institucionais.

“Um dos problemas que temos na região é a falta de união para produção, pois se produzimos de forma organizada e planejada podemos garantir uma melhor renda e ainda fortalecer a agricultura familiar”, disse dona Ana Lana, beneficiária do projeto e moradora de Itapuã do Oeste.

No segundo dia, realizaram visita à propriedade dos agricultores Irenes e Ernandes, casal que reside no município de Rio Crespo e também são beneficiários do projeto. Na oportunidade, conheceram diferentes formas de organização produtiva, como a integração de culturas, onde o planejamento e aproveitamento de espaços garantem renda e qualidade vida aos proprietários em uma área relativamente pequena, se comparada à média das propriedades beneficiadas pelo projeto.

“Este foi o melhor intercâmbio que participei pelo projeto, pois pude ver como agricultores como eu, procuram soluções para melhorar a renda, a exemplo da agroindústria visitada em Cujubim. Vi também que áreas maiores nem sempre resultam e maior produção e temos como aumentar e diversificar a produção se pensarmos mais na organização da propriedade. Podemos produzir muito bem em áreas menores como vimos na chácara em Rio Crespo”, disse o Sr. Adão Barbosa, beneficiário do projeto e morador do município de Rio Crespo.

“Estes momentos são muito importantes, pois percebemos como os agricultores se sentem a vontade para conversar uns com os outros sobre problemas comuns. Ficamos felizes quando saem esclarecidos sobre algum assunto, como por exemplo, uma simples prática de manutenção da cobertura do solo. Os intercâmbios são momentos ímpares, pois permitem o diálogo de agricultor para agricultor” disse Alexandre Queiroz, Educador do Centro de Estudos Rioterra.

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RIOTERRA E SEDAM REALIZAM ESTUDO PARA SUBSIDIAR O PRA EM RONDÔNIA

RIOTERRA E SEDAM REALIZAM ESTUDO PARA SUBSIDIAR O PRA EM RONDÔNIA

No dia 02 de agosto de 2017, analistas ambientais do Centro de Estudos Rioterra e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – Sedam, estiveram no município de Itapuã do Oeste/RO realizando vistoria técnica de imóveis rurais inscritos na base do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural/SICAR com o objetivo de validar as informações ambientais declaradas nos Cadastros Ambientais Rurais (CARs).

Essa ação faz parte de um estudo que visa subsidiar a implementação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) em Rondônia, com base nos trabalhos de apoio à regularização ambiental já executados pelo CES Rioterra e pela SEDAM.

“Esta atividade se deu em dois momentos, sendo a primeira a análise dos CARs das propriedades rurais através do módulo de análise para identificar e notificar as inconsistências contidas nas informações declaradas pelo proprietário com uma base de imagens de satélites de diferentes períodos.  E a segunda etapa se deu em campo, a fim de sanar dúvidas que surgiram durante a etapa de interpretação das imagens de satélites. Esses trabalhos são fundamentais para orientar de forma justa e objetiva, os métodos de análise dos passivos, saber se será necessária a adesão ao PRA e, finalmente, subsidiar a elaboração dos Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADAS) referentes aos passivos ambientais contidos nos imóveis rurais”, comentou Luiz Felipe Ulchôa, CES Rioterra.

O Programa de Regularização Ambiental (PRA) trata da regularização das Áreas de Preservação Permanente (APPs), de Reserva Legal (RL) e de Uso Restrito (UR) que estão em desconformidade com o atual Código Florestal mediante recuperação, recomposição, regeneração destas áreas ou através de compensação. Pelo Código, os agricultores familiares, aqueles que possuem imóveis rurais de até 4 módulos fiscais, terão apoio dos governos Federal e Estadual para recuperarem os passivos ambientais que forem detectados durante às análises dos Cadastros Ambientais Rurais/CARs.

“Além de garantir que a sua propriedade continuará produzindo por muitas gerações, o PRA permitirá o acesso a financiamentos bancários e outros benefícios dos programas governamentais. O PRA também vai melhorar a imagem do Brasil no mercados onde as exigências ambientais são cada vez maiores, garantindo uma maior aceitação e competitividade dos produtos brasileiros e contribuirá para o país cumprir seus compromissos internacionais assumidos, como as metas voluntarias propostas pelo Brasil durante a Conferências das Partes (COP) de Paris”, complementou Deise Nunes Furlam, analista ambiental da SEDAM/RO.

 

 

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