SEDAM AMPLIA REDE DE PARCERIAS PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PRA

SEDAM AMPLIA REDE DE PARCERIAS PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PRA

Sedam e Rioterra assinam Termo de Cooperação Técnica com o objetivo de implementar o Programa de Regularização Ambiental em Rondônia

Um dos maiores desafios que o Brasil terá nos próximos anos será o cumprimento das metas estabelecidas nos acordos internacionais firmados durante a Convenção das Partes (COP) de Paris. Dentre estas estão a contenção do desmatamento, a redução de emissão de gases de efeito estufa e a recuperação de 12 milhões de hectares até 2030 para usos múltiplos. Uma das principais ferramentas que o governo terá a sua disposição será a implementação do Programa de Regularização Ambiental-PRA, previsto no Código Florestal.

A partir da análise do Cadastro Ambiental Rural-CAR, os proprietários, posseiros e a sociedade nacional saberão não apenas quais são os passivos ambientais existentes em suas áreas, mas também onde estão localizados e como corrigi-los, possibilitando a inclusão econômica de milhares de produtores.

Cientes do desafio que será a implementação do Programa, o governo de Rondônia através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – Sedam, firmou nessa quarta-feira, Termo de Cooperação Técnica com o Centro de Estudos Rioterra, instituição com reconhecida atuação no Estado no tocante aos temas que o PRA envolve. O termo tem como objetivo estabelecimento de programa(s) de ampla cooperação e intercâmbio científico e tecnológico, abrangendo atividades de extensão, pesquisa aplicada, desenvolvimento de estágios, formação e treinamento de recursos humanos, absorção e transferência de tecnologias.

“Esse será se não o maior, um dos maiores programas governamentais voltados à conservação. Suas ações visam compatibilizar produção econômica e conservação na Amazônia. Temos condições de avançar com medidas adicionais as de comando e controle para contenção dos desmatamentos evitando assim perda de biodiversidade e emissão de gases de efeito estuda, desenvolver cadeias de valores e gerar emprego e renda na região com atividades ligadas não só a floresta, mas ao agronegócio, garantido maior competitividade para os produtos regionais. Essa é uma excelente oportunidade para, de fato, trabalharmos gestão e ordenamento territorial na Amazônia”, destacou Telva B. Maltezo, presidente do CES Rioterra.

“Rondônia é um estado que vem se destacando na aplicação do Código Florestal. Hoje mais de 85% das propriedades cadastráveis já se encontram em nossa base do Cadastro Ambiental Rural – CAR. Já iniciamos as análises dos CARs e em breve iniciaremos os trabalhos de adequação das propriedades da agricultura familiar. Vemos com bons olhos a parceria com instituições que estão atuando em campo e sabem, tanto dialogar com o produtor, como possuem experiência em trabalhos de recuperação de áreas, como é o caso da Rioterra. Há muito trabalho a ser feito e acreditamos que a cooperação seja uma das chaves para o sucesso”, complementou o secretário do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia, Vilson Salles.

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SEMEANDO SUSTENTABILIDADE EM SIMPÓSIO NACIONAL

SEMEANDO SUSTENTABILIDADE EM SIMPÓSIO NACIONAL

Pesquisa realizada através do projeto Semeando Sustentabilidade é apresentada no XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada

Compreender as relações de uso e ocupação dos solos na Amazônia, principalmente relativas ao meio físico regional é fundamental para subsidiar a elaboração de políticas públicas que evitem a repetição de problemas sociais, econômicos e ambientais ocorridos no passado. Assim, como forma de colaborar com a gestão e o ordenamento territorial no sudoeste da Amazônia foi conduzido estudo com o objetivo de compreender a evolução do desmatamento e suas implicações ao uso e ocupação dos solos no entorno de unidades de conservação (UCs), apresentado no XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, em Campinas, no início de julho.

A Floresta Nacional do Jamari, situada no norte de Rondônia, na área de abrangência do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, foi escolhida como estudo de caso. Foram analisados os desmatamentos ocorridos na Flona e seu entorno desde sua criação, em 1984, até os dias atuais.

Os resultados mostram significativos desmatamentos em diferentes momentos de sua história, principalmente ligados aos programas governamentais voltados à colonização de Rondônia. O estudo também, destaca a importância do papel das unidades de conservação na contenção do desmatamento e a necessidade de se avançar em políticas mais robustas para que as zonas de amortecimento cumpram sua efetiva função.

“Esse tipo de estudo é importante, pois mostra claramente como as UCs, independente de seu nível de implementação, funcionam como bloqueadores ao desmatamento. O artigo também deixa evidente a necessidade de avançarmos em políticas voltadas aos entornos das áreas protegidas. No caso das UCs, as zonas de amortecimento precisam ser melhor discutidas, pois apesar de serem áreas de uso, digamos, especial, há muitos usos em desconformidade com as previsões legais, como por exemplo, inexistência de mata ciliar em inúmeras propriedades rurais. Esse tipo de desrespeito à legislação pode acarretar riscos para integridade das UCs, como impactos sobre a biodiversidade e problemas socioeconômicos que retroalimentam novos desmatamentos”, comentou um dos autores da pesquisa, Fabiana B. Gomes, coordenadora de Geotecnologia do CES Rioterra.

O artigo completo estará disponível a partir de agosto nos anais do XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada.

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SEMINÁRIO LANÇA NOVOS OLHARES SOBRE O POTENCIAL ECONÔMICO DA BIODIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

SEMINÁRIO LANÇA NOVOS OLHARES SOBRE O POTENCIAL ECONÔMICO DA BIODIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

Realizado pelo CES Rioterra, evento reuniu em Porto Velho representantes de entidades públicas e privadas para discutir o futuro da floresta.

As apresentações de experiências e políticas voltadas para a criação de estratégias e arranjos de financiamento para a conservação da floresta, o estímulo às iniciativas e negócios voltados ao desenvolvimento social com conservação da biodiversidade; a troca de experiências, o entendimento de que há mecanismos de mercado que valorizam a floresta em pé e a oportunidade de estabelecer parcerias contribuíram para o sucesso do IV Seminário Perspectivas Florestais para Conservação da Amazônia, realizado entre 7 e 9 de junho em Porto Velho, no auditório da UNIR -Centro.

O evento, uma ação do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental e realizado pelo CES Rioterra, reuniu representantes de entidades públicas, terceiro setor, empresas privadas, acadêmicos, técnicos e pesquisadores de Rondônia e outros estados ligados à questão do uso sustentável da floresta amazônica.

Coordenador de Monitoramento da Amazônia do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), Dalton Valeriano chamou de “maravilhosa” a realização do evento. “Estou vendo troca de experiências e de informações de pessoas que trabalham em Rondônia, Mato Grosso, Amazonas e Pará e alguns já discutindo parcerias. E o bacana disso é que é uma organização de baixo para cima, dos que estão fazendo, se cooperando, trocando experiência para que melhore a eficiência destas iniciativas [das experiências de trabalho voltadas para a conservação sustentável da Amazônia trazidas para o seminário]”, afirmou o pesquisador.

Integrante do Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio/RJ), Anna Gomes considerou que discussões como as feitas durante o Seminário representam um passo fundamental para que haja uma mudança na forma de olhar para a floresta. “A gente precisa dialogar, discutir, semear esta semente de novos modelos de investimentos e entender como é que as estratégias do agronegócio também podem ser aplicadas a estratégias de uso direto da biodiversidade. Gostaria de ter muito mais espaços como este”.

Representante da Pacto das Águas, Domingos Sávio também elogiou a iniciativa da Rioterra: “acho que é um momento importantíssimo porque os responsáveis por experiências que estão tendo êxito na Amazônia, de trabalhar com a floresta em pé, e alternativas mais sustentáveis e viáveis para os povos da floresta estão se unindo e dialogando. Isto é importante para fortalecer o trabalho da conservação. Muitas vezes estas organizações atuam de forma isolada e o trabalho não aparece, mas se elas se juntarem como estão fazendo hoje neste evento realizado pela Rioterra, a iniciativa da conservação vai ser muito mais forte e vai ganhar força perante outros modelos de desenvolvimento que estão sendo implantados na Amazônia”.

“Nosso objetivo foi alcançado. Conseguimos reunir um time de peso no tocante a trabalhos destinado à conservação da Amazônia para, coletivamente, criarmos uma visão de atuação e sinergias para o sudoeste da região. O potencial de intervenção é fenomenal. Esperamos dar passos para consolidarmos ações de gestão territorial nesta parte do bioma”, comentou Alexis Bastos, coordenador de programas do CES Rioterra.

 

Veja as imagens em facebook.com/semeandosustentabilidade

 

 

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ABERTO“IV SEMINÁRIO PERSPECTIVAS FLORESTAIS PARA CONSERVAÇÃO DA AMAZÔNIA”

ABERTO“IV SEMINÁRIO PERSPECTIVAS FLORESTAIS PARA CONSERVAÇÃO DA AMAZÔNIA”

Foi aberto ontem, 7 de junho, no auditório da Unir Centro, o “IV Seminário Perspectivas Florestais para Conservação da Amazônia”, componente do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e realizado pelo CES Rioterra. Após abertura, feita por representante do CES Rioterra, Telva B. Maltezo, coordenação do Programa de Pós Graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia UNIR, Madalena Cavalcante e pelo reitor da UNIR, Ari Ott, os participantes conheceram as iniciativas de prospecção de mercados florestais para o norte de Rondônia apresentadas pelo Fundo Brasileiro para Conservação da Biodiversidade – FUNBIO e Evergreen Consultoria.

Anna Beatriz, representante do Funbio, falou sobre o desenvolvimento de um mecanismo financeiro previsto para apoiar ações florestais voltadas à recuperação de áreas no norte de Rondônia. Em seguida, Sérgio Safe, representante da Evergreen, apresentou possibilidades de mercado e alternativas produtivas aptas a serem implementadas na Amazônia, tendo como foco ações de inovação para o setor.

Ao final das apresentações os presentes interagiram com os palestrantes através de perguntas. Após 30 minutos de debates, houve sorteio de brindes e coquetel com comidas regionais.

O evento prossegue hoje, a partir de 14h, com as seguintes palestras e entidades:

Programa de Regularização Ambiental – PRA em Rondônia/ Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental/RO;

Pagamento por Serviços Ambientais em Bacias Hidrográfica/ Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Alta Floresta/MT;

Novos Mercados Florestais – REDD+ e CRA/ Biofílica Investimentos Ambientais;

Agricultores Familiares como Agentes de Conservação/ Ação Ecológica Guaporé;

Estocagem de Carbono em Áreas Recuperadas/ Centro de Estudos Rioterra.

 

Confira algumas fotos do evento:

 

 

Se você ainda não se inscreveu, corra!!! O credenciamento começa às 13h, na UNIR Centro. Participe.

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Seminário Perspectivas Florestais para Conservação da Amazônia será exibido pela Internet

Seminário Perspectivas Florestais para Conservação da Amazônia será exibido pela Internet

Evento é uma oportunidade para conhecer novos mercados para a floresta em pé e iniciativas voltadas para conservação na Amazônia.

O futuro da Amazônia, as oportunidades de mercado para a floresta em pé, políticas públicas e experiências sustentáveis são alguns dos temas do IV Seminário Perspectivas Florestais para Conservação da Amazônia, promovido pelo Centro de Estudos (CES) Rioterra, entre 7 a 9 de junho, na UNIR Centro, em Porto Velho. O evento, parte integrante do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, contará com representantes de entidades públicas e privadas de vários estados brasileiros.

“O Evento tem como objetivo proporcionar discussões entre profissionais de diferentes segmentos sobre inovações na área florestal, para agricultura, mostrar ações que estão dando resultados e que podem ser replicadas para a região, bem como dialogar sobre políticas que possam apoiar ações de conservação na Amazônia” comentou Telva Maltezo, presidente do CES Rioterra.

O evento será aberto na noite do dia 7, às 19:30h, com palestra sobre “Inovação Florestal e Oportunidades dos Mercados de Recuperação de Áreas”. Nos dias 8 e 9 os trabalhos iniciam às 14h e seguem até 19h. Devido a limitação de espaços e lotação do auditório o evento será transmitido on line na página do Facebook do projeto (facebook.com/semeandosustentabilidade), como forma de possibilitar acesso aos interessados.

“Convidamos não apenas instituições de peso, mas pessoas que estão à frente de processos extremamente interessantes e inovadores para conservação da Amazônia. Será uma rara oportunidade de dialogar sobre inúmeros aspectos com os presentes. Também trabalhamos um método de apresentação que permitirá forte interação entre os participantes”, falou Alexis Bastos, coordenador de projetos do CES Rioterra.

Confira a programação completa do seminário no site: semeandosustentabilidade.org.br

Assessoria de imprensa da Rioterra – Ana Aranda – 69 98100 9063; anaarandarondonia@gmail.com

 

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Seminário aborda inovações, desenvolvimento e seus desafios para sustentabilidade da floresta amazônica

Seminário aborda inovações, desenvolvimento e seus desafios para sustentabilidade da floresta amazônica

Tecnologias, políticas e aplicações são temas de evento promovido pela Rioterra.

O IV Seminário Perspectivas Florestais para Conservação da Amazônia, promovido pelo Centro de Estudos (CES) Rioterra como parte do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, será realizado entre os dias 7 a 9 de junho, em Porto Velho. “O evento representa uma oportunidade para pensarmos Rondônia, sobre o futuro de nossas florestas, conhecer oportunidades de mercado, discutir políticas públicas voltadas à conservação e as aprender sobre iniciativas socioambientais desenvolvidas na região”, comentou o coordenador de Projetos da Rioterra, Alexis Bastos.
No dia 7 de junho, representante do Fundo Brasileiro para Biodiversidade – Funbio/Ever Green/RJ falará sobre oportunidades dos mercados de recuperação de áreas.
Dia 8 de junho, o Programa de Recuperação Ambiental (PRA) da Amazônia, e sua visão em âmbito regional, será tema do representante da Agência de Cooperação Alemã (GIZ). Em âmbito estadual, o PRA também será apresentado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam/RO). A empresa Biofílica, sediada em São Paulo, fará apresentação sobre novos mercados florestais, espacialmente REDD+ e Cotas de Reservas Ambientais – CRA. Em seguida, o representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Alta Floresta/MT apresentará o programa de pagamento por serviços ambientais em bacias hidrográficas realizado no Mato Grosso. Duas palestras apresentarão resultados de trabalhos voltados para a recuperação de áreas realizados em Rondônia. O CES Rioterra abordará estocagem de carbono em áreas recuperadas e a Associação Ecológica Guaporé (Ecoporé) falará sobre a atuação de agricultores familiares como agentes de conservação.
No dia 9 de junho,.o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora/SP), falará sobre a consolidação de áreas protegidas como indutoras de desenvolvimento local sustentável. A Operação Amazônia Nativa (OPAN/MT), Associação Pacto das Águas (MT) e a Cooperativa de Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam/MT) falarão sobre a importância das terras indígenas para a gestão territorial na Amazônia; desafios das cadeias produtivas e a cadeia produtiva da castanha do Brasil, respectivamente. E no fechamento do evento, representante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresentará as novidades sobre monitoramento da cobertura vegetal para a Amazônia.
Mais de cem pessoas – acadêmicos, professores e técnicos – já se inscreveram para o evento. As inscrições estão encerradas, mas ainda há possibilidade de incluir novos participantes a partir de desistências. Confira a programação completa do seminário no site: semeandosustentabilidade.org.br  
 

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