DE AGRICULTOR PARA AGRICULTOR, SEMEANDO SUSTENTABILIDADE

DE AGRICULTOR PARA AGRICULTOR, SEMEANDO SUSTENTABILIDADE

 Intercâmbio proporciona troca de saberes entre agricultores beneficiários do projeto Semeando Sustentabilidade

Nos dias 03 e 04 de agosto, produtores rurais dos municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo (RO), participaram de um intercâmbio voltado para a troca de experiências sobre boas práticas agrícolas adotadas por agricultores beneficiados pelo Projeto “Semeando Sustentabilidade”, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e realizado pelo Centro de Estudos (CES) Rioterra.

No primeiro dia do evento, os agricultores visitaram a propriedade da família Pereira, no município de Cujubim. Eles conheceram e discutiram sobre os diversos benefícios que os Sistemas Agroflorestais (SAFs) podem trazer, como a disponibilização de matéria orgânica, que auxilia na retenção de umidade e produção de nutrientes para o solo, além de aspectos ligados a diversificação produtiva. Nesta mesma propriedade os participantes puderam conhecer uma agroindústria para beneficiamento de frutas, que permite à família agregar valor e inúmeras outras possibilidades comercias, como acesso aos mercados institucionais.

“Um dos problemas que temos na região é a falta de união para produção, pois se produzimos de forma organizada e planejada podemos garantir uma melhor renda e ainda fortalecer a agricultura familiar”, disse dona Ana Lana, beneficiária do projeto e moradora de Itapuã do Oeste.

No segundo dia, realizaram visita à propriedade dos agricultores Irenes e Ernandes, casal que reside no município de Rio Crespo e também são beneficiários do projeto. Na oportunidade, conheceram diferentes formas de organização produtiva, como a integração de culturas, onde o planejamento e aproveitamento de espaços garantem renda e qualidade vida aos proprietários em uma área relativamente pequena, se comparada à média das propriedades beneficiadas pelo projeto.

“Este foi o melhor intercâmbio que participei pelo projeto, pois pude ver como agricultores como eu, procuram soluções para melhorar a renda, a exemplo da agroindústria visitada em Cujubim. Vi também que áreas maiores nem sempre resultam e maior produção e temos como aumentar e diversificar a produção se pensarmos mais na organização da propriedade. Podemos produzir muito bem em áreas menores como vimos na chácara em Rio Crespo”, disse o Sr. Adão Barbosa, beneficiário do projeto e morador do município de Rio Crespo.

“Estes momentos são muito importantes, pois percebemos como os agricultores se sentem a vontade para conversar uns com os outros sobre problemas comuns. Ficamos felizes quando saem esclarecidos sobre algum assunto, como por exemplo, uma simples prática de manutenção da cobertura do solo. Os intercâmbios são momentos ímpares, pois permitem o diálogo de agricultor para agricultor” disse Alexandre Queiroz, Educador do Centro de Estudos Rioterra.

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RIOTERRA E SEDAM REALIZAM ESTUDO PARA SUBSIDIAR O PRA EM RONDÔNIA

RIOTERRA E SEDAM REALIZAM ESTUDO PARA SUBSIDIAR O PRA EM RONDÔNIA

No dia 02 de agosto de 2017, analistas ambientais do Centro de Estudos Rioterra e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – Sedam, estiveram no município de Itapuã do Oeste/RO realizando vistoria técnica de imóveis rurais inscritos na base do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural/SICAR com o objetivo de validar as informações ambientais declaradas nos Cadastros Ambientais Rurais (CARs).

Essa ação faz parte de um estudo que visa subsidiar a implementação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) em Rondônia, com base nos trabalhos de apoio à regularização ambiental já executados pelo CES Rioterra e pela SEDAM.

“Esta atividade se deu em dois momentos, sendo a primeira a análise dos CARs das propriedades rurais através do módulo de análise para identificar e notificar as inconsistências contidas nas informações declaradas pelo proprietário com uma base de imagens de satélites de diferentes períodos.  E a segunda etapa se deu em campo, a fim de sanar dúvidas que surgiram durante a etapa de interpretação das imagens de satélites. Esses trabalhos são fundamentais para orientar de forma justa e objetiva, os métodos de análise dos passivos, saber se será necessária a adesão ao PRA e, finalmente, subsidiar a elaboração dos Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADAS) referentes aos passivos ambientais contidos nos imóveis rurais”, comentou Luiz Felipe Ulchôa, CES Rioterra.

O Programa de Regularização Ambiental (PRA) trata da regularização das Áreas de Preservação Permanente (APPs), de Reserva Legal (RL) e de Uso Restrito (UR) que estão em desconformidade com o atual Código Florestal mediante recuperação, recomposição, regeneração destas áreas ou através de compensação. Pelo Código, os agricultores familiares, aqueles que possuem imóveis rurais de até 4 módulos fiscais, terão apoio dos governos Federal e Estadual para recuperarem os passivos ambientais que forem detectados durante às análises dos Cadastros Ambientais Rurais/CARs.

“Além de garantir que a sua propriedade continuará produzindo por muitas gerações, o PRA permitirá o acesso a financiamentos bancários e outros benefícios dos programas governamentais. O PRA também vai melhorar a imagem do Brasil no mercados onde as exigências ambientais são cada vez maiores, garantindo uma maior aceitação e competitividade dos produtos brasileiros e contribuirá para o país cumprir seus compromissos internacionais assumidos, como as metas voluntarias propostas pelo Brasil durante a Conferências das Partes (COP) de Paris”, complementou Deise Nunes Furlam, analista ambiental da SEDAM/RO.

 

 

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MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE VISITA PROJETOS DO CES RIOTERRA

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE VISITA PROJETOS DO CES RIOTERRA

Trabalhos do CES Rioterra para recuperação de áreas ganha atenção dos representantes do Ministério do Meio Ambiente

Durante visita a Rondônia na última semana, representantes da Diretoria de Ecossistemas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que juntamente com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) são responsáveis pela implementação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) no país, visitaram áreas recuperadas pelo CES Rioterra nos municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo através dos projetos “Quintais Amazônicos”, apoiado financeiramente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES através do Fundo Amazônia e “Semeando Sustentabilidade”, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

Os técnicos visitaram as instalações do Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste onde discutiram sobre capacidade de atendimento, produção e distribuição. Depois seguiram para a Floresta Nacional do Jamari, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade -ICMBio, parceiro no projeto, para conhecer o único banco de banco de sementes in natura da região, com aproximadamente 500 matrizes porta sementes, de mais de 35 espécies florestais amazônicas de significativa importância ecológica e/ou econômica. Por fim visitaram áreas recuperadas com diferentes idades onde discutiram métodos de plantio, uso de espécies e formas de aproveitamento econômico das áreas de preservação permanentes e reservas legais.

“Foi uma grata surpresa saber que em Rondônia existe uma iniciativa como esta. Posso dizer que este foi, com certeza, o ponto alto de nossa viagem.

Nossa equipe ficou encantada em ver como estão evoluídos os trabalhos para implementação do PRA no Estado. Esse tipo de experiência coloca Rondônia alguns passos à frente dos demais estados da região e deverá se tornar uma referência no assunto”, comentou Carlos Scaramuzza, Diretor do MMA.

 

“Para nós é fundamental a troca de experiências com instituições que estão debruçados sobre como implementar a política de regularização ambiental como o MMA.

 

 

O governo do Estado tem valorizado nosso trabalho e sido um importante parceiro. Prova é que assinamos alguns dias atrás a renovação do nosso termo de cooperação. Espero que juntos possamos atuar para melhorar aspectos de gestão territorial voltados à conservação dos recursos naturais e para que as famílias da agricultura familiar possam receber o apoio que merecem para regularização de suas propriedades”, falou Alexis Bastos, CES Rioterra.

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AGRICULTORES PARTICIPAM DE MAIS UM INTERCÂMBIO DO SEMEANDO SUSTENTABILIDADE

AGRICULTORES PARTICIPAM DE MAIS UM INTERCÂMBIO DO SEMEANDO SUSTENTABILIDADE

Produtores rurais visitarão áreas onde o planejamento e as boas práticas agrícolas garantem renda e sustentabilidade.

Cerca de trinta agricultores familiares de Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo, Rondônia, participarão nos dias 03 e 04 de agosto, de um intercâmbio para troca de experiências sobre a importância do planejamento das propriedades rurais e da diversidade de cultivos para diversificação e melhoria da renda no campo. O trabalho faz parte do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e realizado pelo Centro de Estudos (CES) Rioterra.

“A nossa expectativa é de que os participantes possam verificar in loco que é possível produzir e lucrar utilizando pequenas áreas, desde que o trabalho seja feito com planejamento e boas práticas. Assim eles podem incrementar a produtividade com respeito ao meio ambiente”, explica o biólogo Alexandre Queiroz, da Coordenação de Educação da Rioterra.

Os trabalhos serão iniciados na quinta-feira (03/08) em Cujubim, onde o grupo visitará propriedades que se destacam pela diversidade produtiva, com o plantio conjunto de café e frutas regionais. Na ocasião eles também conhecerão uma agroindústria para o beneficiamento de frutas, que permite agregar valor à produção oriunda dos sistemas agroflorestais (SAFs) implantados através do projeto.

Na sexta-feira (04/08), os produtores visitarão propriedades apoiadas pelo projeto em Rio Crespo, nas quais o planejamento e a adoção de boas práticas, garantem não apenas lucratividade, mas diversificação e diferentes oportunidades de mercado em uma área cultivada relativamente pequena, se comparada a média das áreas consideradas produtivas nas propriedades da agricultura familiar em Rondônia.

“A melhor forma que temos para saber se nossos trabalhos estão sendo efetivos é conversando com os agricultores. Para nós, é fundamental escutar quem participa do projeto e o intercâmbio é excelente para isso. Só assim saberemos onde e como melhorar. Avançamos muito desde que começamos o Semeando, em 2010, porém vivemos em um contexto muito dinâmico, principalmente pelo crescimento do agronegócio, extremamente voraz no tocante a apropriação de áreas. Os agricultores precisam estar empoderados sobre tais processos para que possam dialogar nesse ambiente de ameaças”, complementou Telva Maltezo, presidente do CES Rioterra.

O intercâmbio será complementado com um encontro de agricultores, previsto para acontecer em setembro.

 

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