Banco de sementes gera emprego e renda em Itapuã

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Para que haja produção de mudas, será necessário haver uma produção consistente de sementes e de conhecimento sobre estas. Pensando nisso, o projeto Semeando Sustentabilidade instituirá um banco de sementes na região, sob a responsabilidade da Universidade Federal de Rondônia.

A coordenação do banco é formada por pesquisadores e alunos do curso de Biologia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e biólogos do Centro de Estudos da Cultura e Meio Ambiente da Amazônia – RIOTERRA, que atuam em parceria com a Floresta Nacional do Jamari. O objetivo da Coordenação é desenvolver estudos relacionados à germinação de sementes, produção de mudas e preservação das espécies de importância ecológica e/ou econômica existentes na Floresta Nacional (FLONA) do Jamari.

O Banco de Sementes armazenará e distribuirá espécies nativas da região para futura utilização em atividades de reflorestamento em mata ciliar e áreas degradadas ao redor da FLONA e possibilitará também a troca de material genético (sementes e mudas) e informação científica com outras instituições de pesquisa do país. Para o banco de sementes, as espécies de interesse ecológico e/ou econômico serão selecionadas e avaliadas quanto aos seus aspectos fenológicos (ciclo de floração e frutificação) para o planejamento das coletas.

Depois de selecionadas, as árvores matrizes serão mapeadas para possibilitar sua localização e facilitar o acesso às áreas de coleta. As sementes destinadas ao banco formarão um conjunto de espécies amazônicas com relevante valor socioeconômico e ecológico. Será feita a sistematização digital e, posteriormente, disponibilização às outras instituições de pesquisa e entidades interessadas na troca de germoplasma (sementes) e no desenvolvimento de estudos e práticas de recuperação de áreas degradadas. Pessoas da comunidade serão beneficiadas com cursos para trabalharem na atividade.

As sementes que não forem selecionadas nem para o banco, nem para a produção de mudas serão destinadas gratuitamente para confecção de artesanatos e biojóias para instituições de base locais, como a Cooperativa de Biojóias e Artesanatos das Mulheres de Itapuã do Oeste – COOPBIAMIO.

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Propriedades rurais de agricultores familiares poderão ser regularizadas

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Um dos maiores vilões do desmatamento na Amazônia é a falta de regularização fundiária, que gera rotatividade na terra e novos usos a cada ocupação. Como estratégia para diminuir essa prática, o Centro de Estudos Rioterra criará através do Projeto “Semeando Sustentabilidade”, um Banco de Áreas Rurais. Este será formado por agricultores familiares, pessoas que possuem propriedades de até 240 hectares, localizadas nos municípios de Itapuã do Oeste e Cujubim/RO, principalmente no entorno da Floresta Nacional do Jamari. Um dos objetivos deste banco será identificar áreas de mata ciliar (vegetação à beira dos rios e igarapés), legalmente chamadas de áreas de preservação permanente, desmatadas que necessitem de recuperação.

Este cadastro habilitará o proprietário rural para participar das inúmeras atividades desenvolvidas no Projeto pelo Centro de Estudos Rioterra, entre elas, a doação de mudas de espécies nativas, incluindo frutíferas, recuperação da mata ciliar e criação de quintais produtivos. Estes receberão assistência técnica para o acompanhamento do desenvolvimento das espécies. Uma vez cadastrados a equipe da Rioterra irá até cada uma das propriedades para georreferenciar um ponto, de acordo com metodologia seguida pelo governo federal.

Este ponto georrefrenciado gerará um documento intitulado “informação ocupacional” que será enviado ao proprietário rural e à Superintendência de Patrimônio da União. Com a informação ocupacional o agricultor familiar dará o primeiro passo para requerer a regularização fundiária de sua propriedade através do Programa Terra Legal.

O cadastro contará com informações sobre o proprietário e sua propriedade rural, sua localização e o tempo de ocupação, que área o proprietário pretende recuperar, que uso ele faz desta área atualmente, o nome e o tamanho dos cursos de água e seu uso predominante e com que instrumentos (ferramentas, mão-de-obra, cerca, trator, etc.) o proprietário poderá contribuir para a recuperação da área.

O cadastramento ocorrerá a partir de março de 2010, contamos com a participação de todos e todas!

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Viveiro de Itapuã poderá tornar-se um dos mais importantes da Amazônia

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A conscientização da população em relação ao meio ambiente tem levado a um aumento na demanda de produção de mudas de espécies florestais nativas e frutíferas. Segundo o engenheiro florestal Giuliano Less, “essa demanda atende as mais diversas finalidades, desde plantação de espécies visando segurança alimentar, passando pela recomposição de matas ciliares e reserva legal nas áreas rurais por proprietários que desejam se adequar a legislação recuperando-as, chegando as cidades, através de aplicações em paisagismo e arborização urbana”.

O viveiro de Itapuã do Oeste receberá investimentos em gestão administrativa, cursos de capacitação para fortalecer o capital social que lá trabalha e aumentará a produção de mudas de cerca de 120.000 unidades para 400.000. A unidade também proporcionará aos seus usuários cadastrados, doação de mudas e assessoria técnica gratuita.

“A produção de mudas de qualidade assim como a formação de mão de obra qualificada tem o objetivo de atender a essas necessidades da sociedade, pois verificamos que a população atendida não possui condições para adquirir mudas, bem como, conhecimento adequado para o plantio e condução destes”, explicou Giuliano. Nesse sentido, a produção de mudas funcionará como uma ferramenta de educação ambiental enriquecendo a paisagem e o cardápio das comunidades gerando benefícios sociais, econômicos e ambientais.

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Rioterra realizará recuperação de áreas degradadas para agricultores familiares de RO.

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Área degradada é sinônimo de perda de produtividade, que por sua vez relaciona-se a perda de fertilidade do solo. O solo é um dos recursos naturais mais importantes para manutenção da qualidade de vida do homem. Exerce uma variedade de funções na ciclagem natural de nutrientes, regulação do ciclo da água, na sustentação de ecossistemas naturais e na manutenção de uma boa produtividade agrícola e pecuária. O uso de forma inadequada e intensiva desse recurso pela agricultura, pecuária, mineração e outras atividades degradantes, leva a baixos níveis de produtividade nas áreas rurais e ocasiona até mesmo o abandono dessas áreas, causando prejuízos socioeconômicos. Esses fatores reforçam a necessidade de recuperação dessas áreas e para isso, também é necessária a conscientização da sociedade sobre o tema e aplicação da legislação ambiental que já prevê a obrigatoriedade de recuperação de áreas degradadas principalmente às margens dos rios, chamadas de matas ciliares, e em áreas de reserva legal nas propriedades rurais.

O projeto Semeando Sustentabilidade trabalhará esse contexto, mostrando a importância de recuperarmos os solos através da revegetação, do uso de técnicas de conservação de solo e do zoneamento das atividades nas propriedades rurais contribuindo para maior equilíbrio ambiental, econômico e social.

Criaremos modelos experimentais em três tipos de solo no entorno da Floresta Nacional do Jamari gratuitamente, em propriedades rurais cadastradas no banco de áreas. Esperamos que após os estudos, esses modelos possam ser replicados em outros pontos da Amazônia que tenham as mesmas características do meio físico da região de Itapuã do Oeste/RO e que o município torne-se um pólo de difusão de conhecimentos sobre o assunto.

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Educação ambiental como proposta de interação entre sociedade e viveiro municipal

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As ações da educação ambiental do projeto “Semeando Sustentabilidade” têm como objetivo principal a sensibilização das famílias envolvidas para a importância dos serviços ambientais e preservação da floresta. Pretende-se uma transformação de comportamento e visão da população do entorno da Floresta Nacional do Jamari, passando a enxergá-la como um espaço de interação social e fonte de geração de renda para diversas famílias. Este processo ocorrerá através de uma construção participativa, de uma rede de aliados, transformando-os em multiplicadores de idéias conservacionistas, promovendo o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos e culturais incentivando à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania e, com isso, melhorando aspectos relativos à conservação dos recursos naturais, seus serviços socioeconômicos e ambientais.

Dentre os benefícios esperados estão a sensibilização da população local através do envolvimento nas ações do projeto em cursos de formação, implantação dos quintais produtivos que visam melhorar aspectos ligados a segurança alimentar, questões de gênero e organização comunitária. O viveiro será utilizado como um espaço educador interdisciplinar para que deixe de ter um papel exclusivamente de produção de mudas e passe a ter função de disseminar informações, buscando um processo de reflexão referente a suas reais necessidades materiais e simbólicas no que diz respeito a padrões de produção e consumo, que contribua para o enraizamento de uma cultura de respeito a diversidade e identidade, valorizando as especificidades e promovendo o diálogo.

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