Rioterra e UNIR criam banco de sementes para espécies amazônicas

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Os pesquisadores da UNIR e do Centro de Estudos Rioterra, em parceria com o Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade/ICMBio estão realizando estudos fenológicos (floração e frutificação) de espécies nativas no interior da Floresta Nacional do Jamari. Eles trabalham na coleta de sementes e identificação de matrizes “porta-sementes”. Estes estudos serão fundamentais para garantir a obtenção de material genético para composição do banco de sementes e produção de mudas a partir de espécies adaptadas a região, para que sejam empregadas nos experimentos de recuperação de matas ciliares.

As árvores matrizes são marcadas por GPS para futura localização destas. Em seguida os dados de campo são enviados ao Laboratório de Geoprocessamento da Rioterra para que sejam espacializados através de representações cartográficas. Em breve estes dados serão disponibilizados através do site www.semenadosustentabildade.org.

O projeto tem como meta atingir a produção de 400 mil mudas até o fim de 2011 e estudar parâmetros para processos de recuperação em áreas de proteção permanente. As mudas produzidas no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste/RO serão distribuídas gratuitamente para os agricultores familiares cadastrados no banco de áreas.

O projeto Semeando Sustentabilidade é realizado em parceria com a Universidade Federal de Rondônia-Unir, Grupo Geoprocessamento/Ulbra, Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade/ICMBio, representado pela gerência da Floresta Nacional do Jamari e prefeitura de Itapuã do Oeste. Conta ainda com o apoio da prefeitura de Cujubim, do Ministério do Desenvolvimento Agrário/MDA, da Superintendência de Patrimônio da União/SFB e do Serviço Florestal Brasileiro/SFB.

De acordo com o coordenador geral do projeto, Alexis Bastos, o projeto será realizado em dois anos, mas as comunidades estarão preparadas para dar continuidade ao ciclo de recomposição das matas ciliares.

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Rioterra realiza seminário de apresentação do projeto Semeando Sustentabilidade

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O dia 5 de março será lembrado como um marco para os moradores de Itapuã do Oeste e Cujubim, municípios do entorno da Floresta Nacional (FLONA) do Jamari/RO. Em seminário realizado na EEEFM Paulo Freire, a população pode conhecer todas as atividades, parceiros e apoiadores do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental.

Durante a solenidade de abertura, na qual estavam representados o Ministério do Desenvolvimento Agrário/MDA, prefeituras de Itapuã do Oeste e Cujubim, Universidade Federal de Rondônia/UNIR, Grupo Geoprocessamento.com (ULBRA), Superintendência de Patrimônio da União/SPU e Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade/ICMBio, representado pela gerência da FLONA do Jamari foi assinada a ata de criação do Conselho Cooperativo Semeando Sustentabilidade, instância coletiva que tem como objetivo discutir e orientar as macro estratégias de atuação conjunta e cooperação entre estas instituições na busca por um modelo de desenvolvimento que alie sustentabilidade, equilíbrio social e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos daquela região.

O seminário foi dividido em dois momentos: o primeiro, plenária, na qual os parceiros e apoiadores apresentaram suas ações regionais e apontaram os pontos nos quais o projeto as fortalece e o segundo, salas temáticas, em que as coordenações envolvidas no projeto (banco de áreas, educação ambiental, geoprocessamento, banco de sementes, produção de mudas e recuperação de áreas degradadas) fizeram apresentações específicas sobre as atividades e benefícios sociais.

Houve grande receptividade pela comunidade dos dois municípios que se mostraram interessadas e prontas a participar de um trabalho em prol de todos, no qual a conservação se torna uma estratégia na garantia de um desenvolvimento econômico e social sustentável e poderá tornar-se um modelo para trabalhos similares que venham a ser desenvolvidos na Amazônia. Esse é o nosso desejo.

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Banco de sementes gera emprego e renda em Itapuã

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Para que haja produção de mudas, será necessário haver uma produção consistente de sementes e de conhecimento sobre estas. Pensando nisso, o projeto Semeando Sustentabilidade instituirá um banco de sementes na região, sob a responsabilidade da Universidade Federal de Rondônia.

A coordenação do banco é formada por pesquisadores e alunos do curso de Biologia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e biólogos do Centro de Estudos da Cultura e Meio Ambiente da Amazônia – RIOTERRA, que atuam em parceria com a Floresta Nacional do Jamari. O objetivo da Coordenação é desenvolver estudos relacionados à germinação de sementes, produção de mudas e preservação das espécies de importância ecológica e/ou econômica existentes na Floresta Nacional (FLONA) do Jamari.

O Banco de Sementes armazenará e distribuirá espécies nativas da região para futura utilização em atividades de reflorestamento em mata ciliar e áreas degradadas ao redor da FLONA e possibilitará também a troca de material genético (sementes e mudas) e informação científica com outras instituições de pesquisa do país. Para o banco de sementes, as espécies de interesse ecológico e/ou econômico serão selecionadas e avaliadas quanto aos seus aspectos fenológicos (ciclo de floração e frutificação) para o planejamento das coletas.

Depois de selecionadas, as árvores matrizes serão mapeadas para possibilitar sua localização e facilitar o acesso às áreas de coleta. As sementes destinadas ao banco formarão um conjunto de espécies amazônicas com relevante valor socioeconômico e ecológico. Será feita a sistematização digital e, posteriormente, disponibilização às outras instituições de pesquisa e entidades interessadas na troca de germoplasma (sementes) e no desenvolvimento de estudos e práticas de recuperação de áreas degradadas. Pessoas da comunidade serão beneficiadas com cursos para trabalharem na atividade.

As sementes que não forem selecionadas nem para o banco, nem para a produção de mudas serão destinadas gratuitamente para confecção de artesanatos e biojóias para instituições de base locais, como a Cooperativa de Biojóias e Artesanatos das Mulheres de Itapuã do Oeste – COOPBIAMIO.

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Propriedades rurais de agricultores familiares poderão ser regularizadas

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Um dos maiores vilões do desmatamento na Amazônia é a falta de regularização fundiária, que gera rotatividade na terra e novos usos a cada ocupação. Como estratégia para diminuir essa prática, o Centro de Estudos Rioterra criará através do Projeto “Semeando Sustentabilidade”, um Banco de Áreas Rurais. Este será formado por agricultores familiares, pessoas que possuem propriedades de até 240 hectares, localizadas nos municípios de Itapuã do Oeste e Cujubim/RO, principalmente no entorno da Floresta Nacional do Jamari. Um dos objetivos deste banco será identificar áreas de mata ciliar (vegetação à beira dos rios e igarapés), legalmente chamadas de áreas de preservação permanente, desmatadas que necessitem de recuperação.

Este cadastro habilitará o proprietário rural para participar das inúmeras atividades desenvolvidas no Projeto pelo Centro de Estudos Rioterra, entre elas, a doação de mudas de espécies nativas, incluindo frutíferas, recuperação da mata ciliar e criação de quintais produtivos. Estes receberão assistência técnica para o acompanhamento do desenvolvimento das espécies. Uma vez cadastrados a equipe da Rioterra irá até cada uma das propriedades para georreferenciar um ponto, de acordo com metodologia seguida pelo governo federal.

Este ponto georrefrenciado gerará um documento intitulado “informação ocupacional” que será enviado ao proprietário rural e à Superintendência de Patrimônio da União. Com a informação ocupacional o agricultor familiar dará o primeiro passo para requerer a regularização fundiária de sua propriedade através do Programa Terra Legal.

O cadastro contará com informações sobre o proprietário e sua propriedade rural, sua localização e o tempo de ocupação, que área o proprietário pretende recuperar, que uso ele faz desta área atualmente, o nome e o tamanho dos cursos de água e seu uso predominante e com que instrumentos (ferramentas, mão-de-obra, cerca, trator, etc.) o proprietário poderá contribuir para a recuperação da área.

O cadastramento ocorrerá a partir de março de 2010, contamos com a participação de todos e todas!

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Viveiro de Itapuã poderá tornar-se um dos mais importantes da Amazônia

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A conscientização da população em relação ao meio ambiente tem levado a um aumento na demanda de produção de mudas de espécies florestais nativas e frutíferas. Segundo o engenheiro florestal Giuliano Less, “essa demanda atende as mais diversas finalidades, desde plantação de espécies visando segurança alimentar, passando pela recomposição de matas ciliares e reserva legal nas áreas rurais por proprietários que desejam se adequar a legislação recuperando-as, chegando as cidades, através de aplicações em paisagismo e arborização urbana”.

O viveiro de Itapuã do Oeste receberá investimentos em gestão administrativa, cursos de capacitação para fortalecer o capital social que lá trabalha e aumentará a produção de mudas de cerca de 120.000 unidades para 400.000. A unidade também proporcionará aos seus usuários cadastrados, doação de mudas e assessoria técnica gratuita.

“A produção de mudas de qualidade assim como a formação de mão de obra qualificada tem o objetivo de atender a essas necessidades da sociedade, pois verificamos que a população atendida não possui condições para adquirir mudas, bem como, conhecimento adequado para o plantio e condução destes”, explicou Giuliano. Nesse sentido, a produção de mudas funcionará como uma ferramenta de educação ambiental enriquecendo a paisagem e o cardápio das comunidades gerando benefícios sociais, econômicos e ambientais.

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