SEMEANDO SUSTENTABILIDADE AMPLIA ÁREAS DE REFLORESTAMENTO EM 2016

SEMEANDO SUSTENTABILIDADE AMPLIA ÁREAS DE REFLORESTAMENTO EM 2016

Entidade viabiliza reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais no entorno da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia.plantio

O Centro de Estudos (CES) Rioterra, responsável pela execução do projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, encerra 2016 com a perspectiva de ampliar o trabalho de recuperação de áreas degradadas em Rondônia no próximo ano. A motivação se dá pela grande procura para recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs) e pelo sucesso nos plantios já realizados, o que rendeu à entidade a posição de maior reflorestadora d e Rondônia. Todos esses trabalhos têm como objetivo apoiar o processo de regularização ambiental das propriedades rurais e de mudar a visão dos agricultores familiares sobre a importância da passagem do atual modelo produtivo para uma agricultura de baixo carbono.

“A região passou a ser ocupada nas décadas de 1980 e 1990, quando o proprietário era levado a desmatar boa parte de sua área para garantir a posse. Hoje a principal atividade rural na região é a pecuária e há a necessidade de recuperar as áreas degradadas em APPs e RLs para garantir sustentabilidade ambiental e adequação ao Código Florestal, demandas que a Rioterra está empenhada a apoiar”, explica o coordenador de projetos da entidade, Alexis Bastos.

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Heron da Silva Santos – Agricultor – Itapuã do Oeste-RO

“Naquela época, a gente tinha a preocupação de derrubar pelo menos 50% para prosperar, pois era o certo. O próprio governo exigia que desmatássemos. Mas o tempo acaba ensinando para a gente que nem tudo estava correto e a forma que encontrei para consertar o que estava errado veio da Rioterra, que me ajudou a recuperar a mata ciliar que passa por minha propriedade”, relata o produtor Heron da Silva Santos, mineiro que migrou para Rondônia em 1984.

Em 2016, o Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste, aumentou sua capacidade para produção de mudas nativas e também investiu no café clonal, criando a perspectiva de ampliação de áreas recuperadas com sistemas agroflorestais (SAFs) na região em 2017.

Ana Aranda – DRT/RO 016 – assessoria de imprensa da Rioterra

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DINÂMICAS DE CARBONO SÃO DISCUTIDAS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

DINÂMICAS DE CARBONO SÃO DISCUTIDAS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

As frequentes inquietações sobre temas ligados à emissão de gases de efeito estufa tem ganhado a cada dia, maior espaço entre a sociedade. Há uma preocupação crescente acerca dos possíveis impactos sociais, ambientais e econômicos que poderão advir das atividades antrópicas e as atuais formas de uso e ocupação dos solos.

Com foco nestas e outras questões, pesquisadores de várias partes do país reuniram-se na Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Centro de Excelência em Pesquisas em Biomassa de Carbono – BIOFIX, coordenado pelo professor Dr. Carlos Sanquetta, no dia 01 de novembro para discutirem a temática.

“O evento foi importante para aproximar pesquisadores e trocarmos informações sobre as pesquisas em curso e seus resultados a fim de ampliarmos nossas bases de conhecimentos sobre o assunto. Esperamos em breve poder realizar outras atividades que envolvam a academia, instituições do terceiro setor e pessoas que estão se debruçando sobre o tema das mudanças climáticas”, comentou Carlos Sanquetta, da UFPR.

O projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental também teve seus resultados sobre quantificação de carbono em biomassa vegetal e nos solos apresentados no evento pelo pesquisador e coordenador do projeto Alexis Bastos

“Participar de eventos com este enriquece nossas equipes, possibilita articularmos novas parcerias e, dessa forma, ampliar nossas propostas para mitigação de tais impactos. Para uma área de fronteira agrícola como a Amazônia, me parece fundamental compreendermos as questões ligadas às emissões e suas causas para que posamos propor políticas voltadas ao ordenamento territorial daquela região”, complementou Alexis Bastos, do Centro de Estudos Rioterra.

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HORTA COMUNITÁRIA DE ITAPUÃ DO OESTE COMEÇA A GERAR RESULTADOS

HORTA COMUNITÁRIA DE ITAPUÃ DO OESTE COMEÇA A GERAR RESULTADOS

 

Pensado para ser um ambiente de inclusão de mulheres, a horta comunitária de Itapuã do Oeste, começou a produzir.  Para chegar até esse momento, foram realizadas reuniões comunitárias para esclarecimento do que vinha a ser um espaço com tais características. Treinamentos sobre olericultura foram repassados aos comunitários que participaram de cursos preparatórios. Um processo seletivo foi necessário, pois não havia como a horta abrigar a todas as interessadas. Apoio na parte de organização social e produtiva foi prestado por parte do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, Secretarias de Agricultura e de Ação Social de Itapuã do Oeste e Centro de Estudos Rioterra, apoiadores da iniciativa, parte do projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

Tendo como princípio o emprego de técnicas agroecológicas, as mulheres que participam da horta comunitária começaram a colher várias verduras como alface, rúcula, cebolinha, couve, quiabo e coentro. Parte da produção elas destinam à venda e outra parcela à doação para instituições que prestam assistência social na comunidade como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) do município de Itapuã do Oeste.

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A iniciativa tem atraído instituições, grupos de crianças e comunitários da região. Há um crescente interesse em visitas à horta comunitária, na busca por conhecer sua história, como foi construída, como estão organizadas e como ocorre o trabalho na horta.

“Muitas mulheres de famílias carentes têm vindo aqui para conhecer e ver como mantemos a horta. Doamos mudas e sementes incentivando assim as mulheres a construírem em suas casas, hortas que ajudarão na alimentação e na renda de suas famílias. Mas legal mesmo, é quando chegam visitas de crianças que ficam encantadas ao descobrirem que podem produzir verduras em suas próprias residências”, disse Adriana R. Souza, uma das mulheres que participa da horta comunitária.

A horta comunitária, com apenas quatro meses, tem possibilitado às mulheres autonomia e protagonismo, bem como, participação em atividades de capacitação, geração de renda, organização social e debates sobre relacionamento interpessoal, além de contribuir para autoestima e melhoria da qualidade de vida.

“É gratificante ver mulheres que você conheceu em momentos de baixa autoestima e hoje ver o sorriso e a confiança que cada uma tem em si, por saberem que cada uma delas venceu seus próprios obstáculos. É animador poder fazer parte desta história. Isso nos motiva a trabalhar cada vez mais neste projeto que ajuda pessoas em situação de vulnerabilidade”, disse Lidiane Camacho, Educadora do CES Rioterra.

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PLANO DE MANEJO DA RESEX RIO PRETO JACUNDÁ É HOMOLOGADO

PLANO DE MANEJO DA RESEX RIO PRETO JACUNDÁ É HOMOLOGADO

Pode se dizer que o Plano de Manejo de Uso Múltiplo (PMUM) de uma unidade de conservação (UC) é seu principal instrumento de gestão. No caso das Reservas Extrativistas (Resex) é a partir dele que comunitários residentes da UC, órgão gestor, associações representativas das populações tradicionais e a própria sociedade desenvolverão ações e programas que visem garantir a qualidade de vida, a valorização da cultura das populações e o uso sustentável dos recursos naturais disponíveis naquela unidade.

A Resex Rio Preto Jacundá, localizada em Machadinho D’Oeste, sudoeste da Amazônia teve no último 23 de setembro, seu PMUM aprovado e homologado pelo seu Conselho Deliberativo. O Plano iniciado em meados de 2015, foi elaborado pelo Centro de Estudos Rioterra, em parceria com a Ação Ecológica Guaporé – Ecoporé.

Um dos destaques feito durante a plenária do Conselho Deliberativo das Resex de Machadinho D’Oeste e Vale do Anari (Cdrex) foi a forma participativa com a qual os trabalhos foram conduzidos, permitindo amplo envolvimento dos moradores e acompanhamento pela Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC) da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM, gestores da unidade.

Outro destaque é que este é o primeiro PMUM de uma Resex no Brasil que traz em seu bojo a possibilidade de aproveitamento econômico dos serviços ambientais prestados pelas formas de uso e manejo da área pelos seringueiros. Com a aprovação do PMUM e do projeto de Carbono pela agência verificadoras, os seringueiros da Resex Rio Preto Jacundá deverão se tornar em breve, os precursores nesse tipo de iniciativa na Amazônia, podendo transferir conhecimento à outras populações tradicionais da região para novas formas de economia alicerçadas na valorização da floresta em pé.

O Centro de Estudos Rioterra agradece a parceria da Associação de Moradores da Reserva Rio Preto Jacundá – ASMOREX, Ecoporé, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – FUNBIO, que através do Programa ARPA possibilitou a elaboração do PMUM, aos gestores da CUC/SEDAM e aos pesquisadores que contribuíram para o sucesso deste trabalho.

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RIOTERRA E CEPLAC CELEBRAM PROTOCOLO DE INTENÇÕES

RIOTERRA E CEPLAC CELEBRAM PROTOCOLO DE INTENÇÕES

Foi assinado na manhã de hoje, 9 de agosto de 2016, Protocolo de Intenções para cooperação técnica entre o Centro de Estudos Rioterra e a Comissão Permanente da Lavoura Cacaueira – CEPLAC. O objetivo do Protocolo é estabelecer um programa de ampla cooperação e intercâmbio científico e tecnológico, abrangendo atividades de extensão, pesquisa aplicada, capacitação e treinamento de recursos humanos para absorção e transferência de tecnologias voltadas ao desenvolvimento da agricultura familiar no estado de Rondônia.
Uma das ações previstas é a utilização do cacau como cultura principal na implantação de sistemas agroflorestais previstos nos projetos de adequação ambiental de propriedades rurais realizados pelo CES Rioterra.
“Há uma grande demanda pelo fruto no mercado, tanto pela falta de produto, quanto pelo crescimento populacional e de seus derivados. Os preços hoje são muito bons se comparados a períodos anteriores. O cacau pode ajudar a recuperar um grande passivo de áreas abandonadas, sem contar o apelo de origem amazônica que o valoriza no mercado internacional, agregando valor à produção daqui”, falou O Diretor Geral da CEPLAC, Sérgio Murilo.
O CES Rioterra tem realizado atividades voltadas a capacitação de seus técnicos e sensibilização de proprietários rurais para esse mercado que está em franco crescimento.
“O Protocolo, na verdade, oficializa uma parceria que vinha sendo trabalhada desde 2014. Já realizamos intercâmbios, cursos e dias de campo. Os agricultores precisam diversificar sua produção e veem o cacau com bons olhos. Acreditamos que haverá uma boa aceitação dos modelos cujo cacau é a principal cultura a ser implantada. É muito importante recuperar os passivos ambientais das propriedades da agricultura familiar, mas não podemos deixar de buscar alternativas que sejam economicamente viáveis para os produtores, sob pena de não termos adesão por parte deles, principais atores nesta questão”, completou Telva Barbosa Gomes, presidente do Centro de Estudos Rioterra.
O Protocolo foi assinado na sede da CEPLAC, em Porto Velho, pelo Diretor Geral do órgão, Sr. Sérgio Murilo C. Menezes, que está em visita à Rondônia. Participaram também da solenidade Cacildo Viana, Superintendente da CEPLAC em Rondônia, Alberto Quintans, Chefe de Pesquisa e Extensão e Claudio Coimbra, Presidente da Câmara Setorial do Cacau.

 

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