PLANO DE MANEJO DA RESEX RIO PRETO JACUNDÁ É HOMOLOGADO

PLANO DE MANEJO DA RESEX RIO PRETO JACUNDÁ É HOMOLOGADO

Pode se dizer que o Plano de Manejo de Uso Múltiplo (PMUM) de uma unidade de conservação (UC) é seu principal instrumento de gestão. No caso das Reservas Extrativistas (Resex) é a partir dele que comunitários residentes da UC, órgão gestor, associações representativas das populações tradicionais e a própria sociedade desenvolverão ações e programas que visem garantir a qualidade de vida, a valorização da cultura das populações e o uso sustentável dos recursos naturais disponíveis naquela unidade.

A Resex Rio Preto Jacundá, localizada em Machadinho D’Oeste, sudoeste da Amazônia teve no último 23 de setembro, seu PMUM aprovado e homologado pelo seu Conselho Deliberativo. O Plano iniciado em meados de 2015, foi elaborado pelo Centro de Estudos Rioterra, em parceria com a Ação Ecológica Guaporé – Ecoporé.

Um dos destaques feito durante a plenária do Conselho Deliberativo das Resex de Machadinho D’Oeste e Vale do Anari (Cdrex) foi a forma participativa com a qual os trabalhos foram conduzidos, permitindo amplo envolvimento dos moradores e acompanhamento pela Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC) da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM, gestores da unidade.

Outro destaque é que este é o primeiro PMUM de uma Resex no Brasil que traz em seu bojo a possibilidade de aproveitamento econômico dos serviços ambientais prestados pelas formas de uso e manejo da área pelos seringueiros. Com a aprovação do PMUM e do projeto de Carbono pela agência verificadoras, os seringueiros da Resex Rio Preto Jacundá deverão se tornar em breve, os precursores nesse tipo de iniciativa na Amazônia, podendo transferir conhecimento à outras populações tradicionais da região para novas formas de economia alicerçadas na valorização da floresta em pé.

O Centro de Estudos Rioterra agradece a parceria da Associação de Moradores da Reserva Rio Preto Jacundá – ASMOREX, Ecoporé, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – FUNBIO, que através do Programa ARPA possibilitou a elaboração do PMUM, aos gestores da CUC/SEDAM e aos pesquisadores que contribuíram para o sucesso deste trabalho.

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RIOTERRA E CEPLAC CELEBRAM PROTOCOLO DE INTENÇÕES

RIOTERRA E CEPLAC CELEBRAM PROTOCOLO DE INTENÇÕES

Foi assinado na manhã de hoje, 9 de agosto de 2016, Protocolo de Intenções para cooperação técnica entre o Centro de Estudos Rioterra e a Comissão Permanente da Lavoura Cacaueira – CEPLAC. O objetivo do Protocolo é estabelecer um programa de ampla cooperação e intercâmbio científico e tecnológico, abrangendo atividades de extensão, pesquisa aplicada, capacitação e treinamento de recursos humanos para absorção e transferência de tecnologias voltadas ao desenvolvimento da agricultura familiar no estado de Rondônia.
Uma das ações previstas é a utilização do cacau como cultura principal na implantação de sistemas agroflorestais previstos nos projetos de adequação ambiental de propriedades rurais realizados pelo CES Rioterra.
“Há uma grande demanda pelo fruto no mercado, tanto pela falta de produto, quanto pelo crescimento populacional e de seus derivados. Os preços hoje são muito bons se comparados a períodos anteriores. O cacau pode ajudar a recuperar um grande passivo de áreas abandonadas, sem contar o apelo de origem amazônica que o valoriza no mercado internacional, agregando valor à produção daqui”, falou O Diretor Geral da CEPLAC, Sérgio Murilo.
O CES Rioterra tem realizado atividades voltadas a capacitação de seus técnicos e sensibilização de proprietários rurais para esse mercado que está em franco crescimento.
“O Protocolo, na verdade, oficializa uma parceria que vinha sendo trabalhada desde 2014. Já realizamos intercâmbios, cursos e dias de campo. Os agricultores precisam diversificar sua produção e veem o cacau com bons olhos. Acreditamos que haverá uma boa aceitação dos modelos cujo cacau é a principal cultura a ser implantada. É muito importante recuperar os passivos ambientais das propriedades da agricultura familiar, mas não podemos deixar de buscar alternativas que sejam economicamente viáveis para os produtores, sob pena de não termos adesão por parte deles, principais atores nesta questão”, completou Telva Barbosa Gomes, presidente do Centro de Estudos Rioterra.
O Protocolo foi assinado na sede da CEPLAC, em Porto Velho, pelo Diretor Geral do órgão, Sr. Sérgio Murilo C. Menezes, que está em visita à Rondônia. Participaram também da solenidade Cacildo Viana, Superintendente da CEPLAC em Rondônia, Alberto Quintans, Chefe de Pesquisa e Extensão e Claudio Coimbra, Presidente da Câmara Setorial do Cacau.

 

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Dia do Agricultor tem mostra de cinema em Itapuã do Oeste

Dia do Agricultor tem mostra de cinema em Itapuã do Oeste

Dia 28 de julho foi o dia do agricultor e como forma de homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras do campo, o Centro de Estudos Rioterra e a Prefeitura Municipal de Itapuã do Oeste junto com o Projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, realizaram uma mostra de filmes com os mais diversos temas sobre agricultura, ecologia, meio ambiente e sustentabilidade. O evento foi realizado no Auditório Municipal Eduardo Valverde e contou com a presença de vários agricultores, alunos e professores do município que assistiram os filmes comentando, dando risadas e aplaudido a cada exibição. Após a mostra houve sorteio de brindes do projeto para os presentes.

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DINÂMICAS DE CARBONO SÃO ESTUDADAS EM SAFs AMAZÔNICOS

DINÂMICAS DE CARBONO SÃO ESTUDADAS EM SAFs AMAZÔNICOS

004Muito pouco se sabe como funcionam as dinâmicas de carbono nos sistemas agroflorestais (SAFs) na Amazônia. O tema é de extrema relevância no atual cenário para o desenvolvimento da Amazônia, pois os SAFs podem desempenhar um papel fundamental para conservação da região, bem como nos processos de adaptação e combate às mudanças climáticas.

Os SAFs podem contribuir para diminuir desmatamentos e dar novos usos para áreas degradadas, permitindo aos agricultores diversificar e aumentar sua renda, bem como melhorar aspectos de segurança alimentar, além claro dos benefícios de absorção e estocagem de carbono.

Com o intuito de compreender as relações de absorção e estocagem de carbono nos solos, na vegetação acima e abaixo dos solos e na serapilheira, pesquisadores do CES Rioterra, Universidade Federal de Rondônia – UNIR e Universidade Federal do Paraná – UFPR, estão desenvolvendo pesquisas nas áreas implantadas há 5 anos pelo projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

Os dados iniciais, coletados entre os dias 18 e 23 de julho, mostram elevado potencial para absorção. “Os levantamentos preliminares mostram que os SAFs são verdadeiras bombas de sugar carbono, e podem ser bastante significativos no tocante à retirada desse gás de efeito estufa da atmosfera. Vimos que a estocagem pode alcançar valores próximos a 80 toneladas de carbono. Isso pode ser aumentado a depender das espécies utilizadas”, comentou Carlos Sanquetta, Doutor em Engenharia Florestal da UFPR.

“Temos poucos estudos sobre carbono estocado nos solos da Amazônia. Menos ainda sobre dinâmicas de acumulação, estocagem e emissão. Esses estudos nos permitirão obter informação numa escala de detalhes sobre o funcionamento deste compartimento que contém muito mais carbono que aquele estocado na vegetação. Os solos podem se tornar uma imensurável fonte de emissões se perturbado, por isso as ações de conhecimento para fins de planejamento são tão importantes”, falou Alexis Bastos, Doutor em Geografia do CES Rioterra.

Novas etapas de coleta estão previstas para janeiro.

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HORTAS COMUNITÁRIAS COMO MEIO DE INCLUSÃO SOCIAL

HORTAS COMUNITÁRIAS COMO MEIO DE INCLUSÃO SOCIAL

A situação de vulnerabilidade social em que vivem famílias dos municípios de atuação do Centro de Estudos Rioterra foi fator que motivou o desenvolvimento de um projeto para construção de hortas comunitárias, com o objetivo de promover a inclusão de mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Neste contexto, foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho de 2016, no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste, o curso de Olericultura (cultivo de legumes e hortaliças). Este curso faz parte das ações do Projeto “Semeando Sustentabilidade”, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

“Uma das etapas para a criação da horta comunitária foi a realização deste curso de Olericultura, ele nos possibilitou conhecer melhor as integrantes que serão selecionadas para participar da horta comunitária”, disse Lidiane Camacho, educadora do CES Rioterra.

Durante o curso foram abordados assuntos como a construção dos canteiros, manutenção e o cultivo das plantas, sempre primando pelo protagonismo das participantes, que colocaram a mão na massa aprendendo como trabalhar com as hortas desde a organização até a utilização de técnicas agroecológicas para evitar o desperdício de nutrientes da terra.

“Ao promovermos ações de afirmação, como esta junto às mulheres da comunidade, trabalhamos não apenas a inclusão, mas o resgate de autoestima, possibilidades de geração de renda, segurança alimentar e, também, formas de aproveitar pequenos espaços, inclusive na área urbana como meio para fortalecer a agricultura familiar”, complementou Janaína D. Alves, educadora do CES Rioterra.


ENQUANTO ISSO…

A horta comunitária implantada pelo projeto em abril na Escola Municipal Cecília Meireles, na linha B40, em Itapuã do Oeste, começa a dar frutos, ou melhor, vegetais.

“É muito gratificante ver que os alunos entenderam a proposta e adotaram a horta. Hoje a primeira coisa que eles fazem ao chegar na escola é visitar os canteiros para ver se tudo está bem. Há alguns dias atrás fizemos a primeira colheita de rúcula que já foi usada na merenda. Na próxima semana faremos a colheita da alface. Os alunos esperam ansiosos”, falou a diretora da escola Luciana Monteiro.

“A partir do momento em que os parceiros viram que a escola, de fato, cuidou da horta, também passaram a apoiar. A prefeitura cedeu alguns materiais como carrinho de mão e pequenas ferramentas. Ficamos felizes com o envolvimento da escola e aceitação da prefeitura do projeto. Quem sabe possamos replicar essa ação para outras escolas. O potencial enquanto ferramenta para educação é enorme”, disse Alexandre Queiroz educador do CES Rioterra.

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