Ferramenta permite acompanhamento online de recuperação de áreas

Ferramenta permite acompanhamento online de recuperação de áreas

Desenvolvido pelo CES Rioterra, o Sigweb dá transparência ao trabalho realizado pela entidade junto a pequenos agricultores de Rondônia

O Centro de Estudos (CES) Rioterra disponibiliza aqui no site a ferramenta SIGWEB com informações geográficas da área de atuação do projeto ‘Semeando Sustentabilidade’, nos municípios de Cujubim, Rio Crespo e Itapuã do Oeste, no entorno da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia. A ferramenta permite o acompanhamento do trabalho de recuperação de áreas degradadas realizado através do projeto, que é patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

“O SIGWEB dá transparência ao trabalho realizado pela Rioterra, porque permite aos produtores e à sociedade de uma forma geral acessarem a qualquer momento as áreas que estão sendo reflorestadas”, explica a coordenadora de Geotecnologias da entidade, Fabiana Barbosa, responsável pela concepção da ferramenta.

Fabiana Barbosa

O ‘Projeto Semeando Sustentabilidade’ é voltado para agricultores familiares com o objetivo de apoiar a regularização ambiental das propriedades a partir da recuperação de áreas degradadas ou alteradas. “Além de melhorarmos os processos de gestão da propriedade, trabalhamos para que o produtor dê passos para diversificar e gerar renda com a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que consorciam o plantio de árvores nativas com frutíferas e outras culturas”, complementa Fabiana. O trabalho facilita o processo de zoneamento das propriedades e a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é uma condição indispensável para a regularização de imóveis rurais.

A ferramenta Sigweb permite aos internautas e particularmente aos agricultores que participam do ‘Semeando Sustentabilidade’ conferirem os resultados das ações de reflorestamento e acessarem uma série de dados das áreas trabalhadas, como os nomes dos proprietários dos lotes, as medidas e a localização dos mesmos, entre outras informações. A ferramenta também disponibiliza o traçado de estradas e rodovias, corpos de água e as unidades de conservação da área de atuação do projeto.

Os dad
os produzidos em campo e por meio da análise de imagens de satélite no laboratório do CES RIOTERRA são constantemente incorporados ao SIGWEB. A possibilidade de interação que o sistema disponibiliza por meio de camadas, ferramentas de medição, entre outras, permite que o usuário utilize as diversas informações contidas na plataforma de forma integrada ou de acordo com o interesse da consulta.

O Sigweb é alimentado com imagens de diversos satélites disponibilizados pelo Google Earth.

Clique na imagem abaixo para acessar o SIGWEB.

0
Cartilha aborda as mudanças climáticas e a agricultura familiar na Amazônia

Cartilha aborda as mudanças climáticas e a agricultura familiar na Amazônia

O Centro de Estudos (CES) Rioterra disponibiliza essa semana, on line,  cartilha sobre mudanças climáticas e seus impactos na Amazônia. O acesso pode ser feito aqui no site do projeto neste link. O projeto é patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental com o objetivo de desenvolver ações de combate e mitigação às alterações climáticas através da fixação de carbono e fortalecimento da agricultura familiar, a partir da difusão de técnicas agrícolas sustentáveis que permitam uma maior rentabilidade e impeçam o avanço sobre áreas florestadas na região.

A cartilha é ilustrada de forma a facilitar o entendimento de informações e conceitos importantes para a compreensão dos fenômenos decorrentes das mudanças climáticas e as causas dos mesmos, podendo ser utilizada por diversos públicos, como estudantes, agricultores e outras pessoas interessadas no assunto.

O trabalho destaca a importância da região amazônica, que guarda a maior biodiversidade do planeta, possui a maior quantidade de rios de água doce no planeta, exerce importante papel na regulação das chuvas no continente e auxilia na absorção de dióxido de carbono, principal gás causador do efeito estufa de origem antrópica (causada por atividades humanas).

A publicação também aborda a necessidade de adoção de técnicas sustentáveis pelos agricultores, como as agroecológicas e os benefícios que o reflorestamento de áreas degradadas pode trazer com a utilização dos Sistemas Agroflorestais (SAFs). Essa técnica usada na recuperação tem se mostrado viável para a região por representar como uma alternativa lucrativa para o uso de áreas abandonadas, consorciando espécies florestais e culturas rentáveis para os produtores.

Com o nome de ‘Mudanças Climáticas e a Agricultura Familiar na Amazônia’, a cartilha está disponível para download no link abaixo:

Clique para baixar a cartilha

 

0
SEMEANDO SUSTENTABILIDADE AMPLIA ÁREAS DE REFLORESTAMENTO EM 2016

SEMEANDO SUSTENTABILIDADE AMPLIA ÁREAS DE REFLORESTAMENTO EM 2016

Entidade viabiliza reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais no entorno da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia.plantio

O Centro de Estudos (CES) Rioterra, responsável pela execução do projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, encerra 2016 com a perspectiva de ampliar o trabalho de recuperação de áreas degradadas em Rondônia no próximo ano. A motivação se dá pela grande procura para recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs) e pelo sucesso nos plantios já realizados, o que rendeu à entidade a posição de maior reflorestadora d e Rondônia. Todos esses trabalhos têm como objetivo apoiar o processo de regularização ambiental das propriedades rurais e de mudar a visão dos agricultores familiares sobre a importância da passagem do atual modelo produtivo para uma agricultura de baixo carbono.

“A região passou a ser ocupada nas décadas de 1980 e 1990, quando o proprietário era levado a desmatar boa parte de sua área para garantir a posse. Hoje a principal atividade rural na região é a pecuária e há a necessidade de recuperar as áreas degradadas em APPs e RLs para garantir sustentabilidade ambiental e adequação ao Código Florestal, demandas que a Rioterra está empenhada a apoiar”, explica o coordenador de projetos da entidade, Alexis Bastos.

heron
Heron da Silva Santos – Agricultor – Itapuã do Oeste-RO

“Naquela época, a gente tinha a preocupação de derrubar pelo menos 50% para prosperar, pois era o certo. O próprio governo exigia que desmatássemos. Mas o tempo acaba ensinando para a gente que nem tudo estava correto e a forma que encontrei para consertar o que estava errado veio da Rioterra, que me ajudou a recuperar a mata ciliar que passa por minha propriedade”, relata o produtor Heron da Silva Santos, mineiro que migrou para Rondônia em 1984.

Em 2016, o Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste, aumentou sua capacidade para produção de mudas nativas e também investiu no café clonal, criando a perspectiva de ampliação de áreas recuperadas com sistemas agroflorestais (SAFs) na região em 2017.

Ana Aranda – DRT/RO 016 – assessoria de imprensa da Rioterra

0
DINÂMICAS DE CARBONO SÃO DISCUTIDAS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

DINÂMICAS DE CARBONO SÃO DISCUTIDAS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

As frequentes inquietações sobre temas ligados à emissão de gases de efeito estufa tem ganhado a cada dia, maior espaço entre a sociedade. Há uma preocupação crescente acerca dos possíveis impactos sociais, ambientais e econômicos que poderão advir das atividades antrópicas e as atuais formas de uso e ocupação dos solos.

Com foco nestas e outras questões, pesquisadores de várias partes do país reuniram-se na Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Centro de Excelência em Pesquisas em Biomassa de Carbono – BIOFIX, coordenado pelo professor Dr. Carlos Sanquetta, no dia 01 de novembro para discutirem a temática.

“O evento foi importante para aproximar pesquisadores e trocarmos informações sobre as pesquisas em curso e seus resultados a fim de ampliarmos nossas bases de conhecimentos sobre o assunto. Esperamos em breve poder realizar outras atividades que envolvam a academia, instituições do terceiro setor e pessoas que estão se debruçando sobre o tema das mudanças climáticas”, comentou Carlos Sanquetta, da UFPR.

O projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental também teve seus resultados sobre quantificação de carbono em biomassa vegetal e nos solos apresentados no evento pelo pesquisador e coordenador do projeto Alexis Bastos

“Participar de eventos com este enriquece nossas equipes, possibilita articularmos novas parcerias e, dessa forma, ampliar nossas propostas para mitigação de tais impactos. Para uma área de fronteira agrícola como a Amazônia, me parece fundamental compreendermos as questões ligadas às emissões e suas causas para que posamos propor políticas voltadas ao ordenamento territorial daquela região”, complementou Alexis Bastos, do Centro de Estudos Rioterra.

0
HORTA COMUNITÁRIA DE ITAPUÃ DO OESTE COMEÇA A GERAR RESULTADOS

HORTA COMUNITÁRIA DE ITAPUÃ DO OESTE COMEÇA A GERAR RESULTADOS

 

Pensado para ser um ambiente de inclusão de mulheres, a horta comunitária de Itapuã do Oeste, começou a produzir.  Para chegar até esse momento, foram realizadas reuniões comunitárias para esclarecimento do que vinha a ser um espaço com tais características. Treinamentos sobre olericultura foram repassados aos comunitários que participaram de cursos preparatórios. Um processo seletivo foi necessário, pois não havia como a horta abrigar a todas as interessadas. Apoio na parte de organização social e produtiva foi prestado por parte do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, Secretarias de Agricultura e de Ação Social de Itapuã do Oeste e Centro de Estudos Rioterra, apoiadores da iniciativa, parte do projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

Tendo como princípio o emprego de técnicas agroecológicas, as mulheres que participam da horta comunitária começaram a colher várias verduras como alface, rúcula, cebolinha, couve, quiabo e coentro. Parte da produção elas destinam à venda e outra parcela à doação para instituições que prestam assistência social na comunidade como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) do município de Itapuã do Oeste.

horta800x457-a

A iniciativa tem atraído instituições, grupos de crianças e comunitários da região. Há um crescente interesse em visitas à horta comunitária, na busca por conhecer sua história, como foi construída, como estão organizadas e como ocorre o trabalho na horta.

“Muitas mulheres de famílias carentes têm vindo aqui para conhecer e ver como mantemos a horta. Doamos mudas e sementes incentivando assim as mulheres a construírem em suas casas, hortas que ajudarão na alimentação e na renda de suas famílias. Mas legal mesmo, é quando chegam visitas de crianças que ficam encantadas ao descobrirem que podem produzir verduras em suas próprias residências”, disse Adriana R. Souza, uma das mulheres que participa da horta comunitária.

A horta comunitária, com apenas quatro meses, tem possibilitado às mulheres autonomia e protagonismo, bem como, participação em atividades de capacitação, geração de renda, organização social e debates sobre relacionamento interpessoal, além de contribuir para autoestima e melhoria da qualidade de vida.

“É gratificante ver mulheres que você conheceu em momentos de baixa autoestima e hoje ver o sorriso e a confiança que cada uma tem em si, por saberem que cada uma delas venceu seus próprios obstáculos. É animador poder fazer parte desta história. Isso nos motiva a trabalhar cada vez mais neste projeto que ajuda pessoas em situação de vulnerabilidade”, disse Lidiane Camacho, Educadora do CES Rioterra.

horta800x457-d

horta800x457-c

0