O associativismo como importante ferramenta para o desenvolvimento da agricultura familiar em RO

O associativismo como importante ferramenta para o desenvolvimento da agricultura familiar em RO

Muitas comunidades da Amazônia são representadas pela agricultura familiar, a exemplo de extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas, produtores agropecuários, entre outros, onde o núcleo familiar é responsável pela gestão e mão de obra das atividades realizadas. Dentro desse contexto, muitas comunidades enfrentam dificuldades em lutar por direitos básicos, como melhores condições de acesso à saúde e educação, além de reivindicar infraestrutura para escoamento da produção e melhores preços de mercado. Sindicatos, associações e cooperativas são exemplo de organizações sociais que podem ser a grande alternativa para que esses grupos tenham maior expressão social, política e econômica.

O fortalecimento do associativismo, ou seja, desses grupos de pessoas que se organizam para atuar na em prol da garantia de direitos coletivos é um dos objetivos do projeto Semeando Sustentabilidade, realizado pelo CES Rioterra com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

O setor de Educação é o responsável por promover assessoria, cursos e intercâmbio sobre a temática aos agricultores atendidos pelo projeto. “A organização social entra como um intermediário no planejamento daquela comunidade, seja com relação à produção ou qualquer outra problemática coletiva, numa forma de se fortalecerem econômica e socialmente na busca por políticas públicas que o representam” explica Alexandre Queiroz, coordenador de Educação do CES Rioterra.

Os agricultores das cidades de Porto Velho, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo que aderem ao projeto Semeando e já estão organizados coletivamente têm acesso a assessoria jurídica, técnica e financeira para que se empoderem e busquem meios  de  desenvolver econômica e socialmente as localidades onde estão inseridas.

Uma vez fortalecidas, as organizações sociais promovem a melhora da qualidade de vida dos agricultores, fortalecem o setor e participam ativamente da construção de políticas públicas.

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Semeando Sustentabilidade 4 já distribuiu mais de 180 mil mudas para recuperação de áreas

Semeando Sustentabilidade 4 já distribuiu mais de 180 mil mudas para recuperação de áreas

Em sua quarta fase, iniciada no segundo semestre do ano passado, o projeto Semeando Sustentabilidade já distribuiu mais de 182 mil mudas para a Recuperação – e manutenção – de Áreas Degradadas (RADs) em propriedades da agricultura familiar nos municípios de Rio Crespo, Itapuã do Oeste, Cujubim, Candeias do Jamari e Porto Velho. Realizado pela CES Rioterra, o projeto tem o patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.

Do total de mudas distribuídas nos últimos seis meses, aproximadamente 77 mil foram destinadas a implantação de RADs em novas propriedades; mais de 21 mil para manutenção de áreas que já estavam em processo de recuperação; e mais de 76 mil para prefeituras e agricultores que procuraram o diretamente o Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste, onde elas são produzidas, num trabalho de cooperação entre a CES Rioterra e a prefeitura local.

Só nos trabalhos de recuperação de áreas, os municípios de Porto Velho e Candeias do Jamari – que passaram passaram a integrar o projeto em 2018 – já contam, juntos, com 43 beneficiários; Itapuã, Cujubim e Rio Crespo somam mais 25 novos beneficiários, totalizando quase 78 hectares de RADs implantados nesta fase do Semeando.

Através dos Sistemas Agroflorestais, que consiste em combinar espécies florestais com culturas perenes e/ou anuais, o projeto promove, além dos benefícios ecológicos, a geração de renda para a propriedade. Neste processo, as principais espécies utilizadas são açaí, cacau, pupunha, urucum, rambutan, andiroba, graviola, cupuaçu e andiroba.

Para isso, além das mudas, os agricultores familiares recebem assistência técnica rural. Mais 300 visitas já foram realizadas pelos técnicos do projeto, que acompanham desde o início da recuperação da área, a manutenção da atividade, tirando dúvida e dando orientações.

Para aderir ao projeto e acessar os seus benefícios, os agricultores familiares podem entrar em contato com a CES Rioterra em Porto Velho pelo telefone 69 3223-6191, diretamente no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste ou pelo telefone 69 3231-2583, ou ainda pelo e-mail rioterra@rioterra.org.br. Mais informações no site http://semeandosustentabilidade.org/.

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Agricultores recebem auxílio para manutenção de áreas recuperadas em RO

Agricultores recebem auxílio para manutenção de áreas recuperadas em RO

Adalto Paiva é agricultor familiar de Cujubim e, ao adquirir sua propriedade, se deparou com o desafio de recuperar o entorno de um córrego que, desmatado, estava em avançado processo de assoreamento. Em 2010, por meio do projeto Semeando Sustentabilidade, ele viu a chance de recuperar a Área de Proteção Permanente (APP) e ainda gerar renda.

O projeto abrange os municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo, auxiliando na recuperação de passivos ambientais identificados através do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em APP e/ou Reserva Legal (RL). Todas as mudas para atender aos agricultores são produzidas no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste e são cedidas de forma gratuita.

Além das mudas, Adalto recebeu adubo, material para isolamento da área e também participou de intercâmbios com outros agricultores sobre a implantação de Sistemas Agroflorestais; participou de cursos para Recuperação de Áreas Degradadas (RADs), técnicas de plantio, compostagem, além de receber o acompanhamento constante de extensionistas.

Nove anos depois, ele conta que realidade na propriedade hoje é outra. “O córrego parou de assorear e hoje essa situação não existe mais. Na época de seca, ele some, mas hoje a gente observa que aguenta mais tempo com água correndo”, explica Paiva.

Em sua quarta fase, o Semeando tem realizado a manutenção de áreas em propriedades que aderiram ao projeto nas fases anteriores. Nesse trabalho, os técnicos e extensionistas rurais verificam a necessidade de replantio de espécies e/ou reposição de materiais de isolamento de áreas, de acordo com a necessidade de cada propriedade. Nos últimos seis meses, mais de 180 mil mudas já foram distribuídas.

A CES Rioterra é executora do projeto, que tem o patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental. Para aderir e acessar os seus benefícios, os agricultores familiares podem entrar em contato com a CES Rioterra em Porto Velho pelo telefone 69 3223-6191, diretamente no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste ou pelo telefone 69 3231-2583, ou ainda pelo e-mail rioterra@rioterra.org.br. Mais informações no site http://semeandosustentabilidade.org/.

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Ferramenta permite acompanhamento online de recuperação de áreas

Ferramenta permite acompanhamento online de recuperação de áreas

Desenvolvido pelo CES Rioterra, o Sigweb dá transparência ao trabalho realizado pela entidade junto a pequenos agricultores de Rondônia

O Centro de Estudos (CES) Rioterra disponibiliza aqui no site a ferramenta SIGWEB com informações geográficas da área de atuação do projeto ‘Semeando Sustentabilidade’, nos municípios de Cujubim, Rio Crespo e Itapuã do Oeste, no entorno da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia. A ferramenta permite o acompanhamento do trabalho de recuperação de áreas degradadas realizado através do projeto, que é patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.

“O SIGWEB dá transparência ao trabalho realizado pela Rioterra, porque permite aos produtores e à sociedade de uma forma geral acessarem a qualquer momento as áreas que estão sendo reflorestadas”, explica a coordenadora de Geotecnologias da entidade, Fabiana Barbosa, responsável pela concepção da ferramenta.

Fabiana Barbosa

O ‘Projeto Semeando Sustentabilidade’ é voltado para agricultores familiares com o objetivo de apoiar a regularização ambiental das propriedades a partir da recuperação de áreas degradadas ou alteradas. “Além de melhorarmos os processos de gestão da propriedade, trabalhamos para que o produtor dê passos para diversificar e gerar renda com a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que consorciam o plantio de árvores nativas com frutíferas e outras culturas”, complementa Fabiana. O trabalho facilita o processo de zoneamento das propriedades e a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é uma condição indispensável para a regularização de imóveis rurais.

A ferramenta Sigweb permite aos internautas e particularmente aos agricultores que participam do ‘Semeando Sustentabilidade’ conferirem os resultados das ações de reflorestamento e acessarem uma série de dados das áreas trabalhadas, como os nomes dos proprietários dos lotes, as medidas e a localização dos mesmos, entre outras informações. A ferramenta também disponibiliza o traçado de estradas e rodovias, corpos de água e as unidades de conservação da área de atuação do projeto.

Os dad
os produzidos em campo e por meio da análise de imagens de satélite no laboratório do CES RIOTERRA são constantemente incorporados ao SIGWEB. A possibilidade de interação que o sistema disponibiliza por meio de camadas, ferramentas de medição, entre outras, permite que o usuário utilize as diversas informações contidas na plataforma de forma integrada ou de acordo com o interesse da consulta.

O Sigweb é alimentado com imagens de diversos satélites disponibilizados pelo Google Earth.

Clique na imagem abaixo para acessar o SIGWEB.

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Cartilha aborda as mudanças climáticas e a agricultura familiar na Amazônia

Cartilha aborda as mudanças climáticas e a agricultura familiar na Amazônia

O Centro de Estudos (CES) Rioterra disponibiliza essa semana, on line,  cartilha sobre mudanças climáticas e seus impactos na Amazônia. O acesso pode ser feito aqui no site do projeto neste link. O projeto é patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental com o objetivo de desenvolver ações de combate e mitigação às alterações climáticas através da fixação de carbono e fortalecimento da agricultura familiar, a partir da difusão de técnicas agrícolas sustentáveis que permitam uma maior rentabilidade e impeçam o avanço sobre áreas florestadas na região.

A cartilha é ilustrada de forma a facilitar o entendimento de informações e conceitos importantes para a compreensão dos fenômenos decorrentes das mudanças climáticas e as causas dos mesmos, podendo ser utilizada por diversos públicos, como estudantes, agricultores e outras pessoas interessadas no assunto.

O trabalho destaca a importância da região amazônica, que guarda a maior biodiversidade do planeta, possui a maior quantidade de rios de água doce no planeta, exerce importante papel na regulação das chuvas no continente e auxilia na absorção de dióxido de carbono, principal gás causador do efeito estufa de origem antrópica (causada por atividades humanas).

A publicação também aborda a necessidade de adoção de técnicas sustentáveis pelos agricultores, como as agroecológicas e os benefícios que o reflorestamento de áreas degradadas pode trazer com a utilização dos Sistemas Agroflorestais (SAFs). Essa técnica usada na recuperação tem se mostrado viável para a região por representar como uma alternativa lucrativa para o uso de áreas abandonadas, consorciando espécies florestais e culturas rentáveis para os produtores.

Com o nome de ‘Mudanças Climáticas e a Agricultura Familiar na Amazônia’, a cartilha está disponível para download no link abaixo:

Clique para baixar a cartilha

 

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