Dias melhores para conservação do solo em Rondônia

Dias melhores para conservação do solo em Rondônia

Dia Nacional de Conservação do Solo, 15 de abril, foi criado como um alerta para a necessidade de cuidar deste bem precioso.

Comemorado no dia 15 de abril, o Dia Nacional de Conservação do Solo serve como um alerta para a falta de cuidado com que a sociedade brasileira, de uma maneira geral, vem tratando deste bem tão precioso.  A data foi criada para conscientizar a população sobre a necessidade de utilizá-lo de forma correta, garantindo a sua conservação. “As pessoas esquecem que do solo depende a nossa vida”, ressalta o coordenador do Centro de Estudos Rioterra, Alexis Bastos.  A entidade desenvolve em Rondônia o projeto ‘Semeando Sustentabilidade’, voltado para a recuperação e conservação do solo, através da disseminação de técnicas agroecológicas. “Espera-se com tais práticas melhorar a produção e utilizar áreas que haviam sido abandonadas evitando avanços sobre a floresta na Amazônia” complementou Alexis. O projeto Semeando Sustentabilidade é patrocinado pela Petrobras, através do programa Petrobras Socioambiental.

Condição indispensável para a vida do homem no planeta, o solo é um recurso finito, limitado e vem sendo degradado de forma cada vez mais rápida, o que potencialmente ameaça a sua capacidade de regeneração, que é extremamente lenta, provocando a temida desertificação, fenômeno existente em Rondônia. Esse fator é agravado ao se considerar o quão recente é a ocupação do solo para atividades agrícolas no estado.

O projeto Semeando Sustentabilidade atua junto a agricultores familiares dos municípios de Rio Crespo, Cujubim e Itapuã do Oeste, no entorno da Floresta Nacional do Jamari, levando até eles, de forma gratuita, as condições necessárias para a recuperação de áreas degradadas com a implantação dos Sistemas de Agroflorestais (SAFs). Os SAFs consorciam o plantio de árvores florestais nativas, com espécies permanentes (ambas observam o potencial econômico), capazes de gerar renda em áreas menores. Tais arranjos ainda permitem o cultivo de lavouras anuais, principalmente no início do processo de recuperação. O projeto é uma iniciativa inédita na região de abrangência do projeto, onde a paisagem é dominada por atividades extensivas, como a pecuária bovina e o cultivo soja.

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Projeto orienta para recuperação de áreas com rentabilidade

Projeto orienta para recuperação de áreas com rentabilidade

Extensão rural realizado pela Rioterra oferece técnicas sustentáveis para aumento de renda

O trabalho  de recuperação de áreas degradadas realizado pelo Centro de Estudos (CES) Rioterra no entorno da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, tem contribuído para a difusão de técnicas agrícolas sustentáveis, como a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs).

Franklin Ferreira, agricultor familiar

“Acho que a questão ambiental tem que estar associada à produção. Quando se cultiva castanha, açaí e outras árvores, leva tempo para se conseguir um valor compensatório, e aí o agricultor acaba desistindo. Por isso, se tem a idéia de que preservar não compensa financeiramente”, considera o produtor Franklin Ferreira, agricultor familiar de Itapuã do Oeste, beneficiário do projeto.

O uso dos Sistemas Agroflorestais é uma novidade na região de abrangência do projeto, municípios de Itapuã, Cujubim e Rio Crespo, onde predomina a pecuária extensiva. “Queremos mostrar a possibilidade de se recuperar áreas abandonadas proporcionando adequação às atuais leis ambientais e ao mesmo tempo gerar renda, sem a necessidade de avanços sobre a floresta”, explica o coordenador de projetos da Rioterra, Alexis Bastos.

O “Semeando Sustentabilidade” proporciona aos seus beneficiários todas as condições necessárias para a recuperação de áreas, incluindo o trato da terra e o acompanhamento de técnicos que orientam os  produtores para o bom aproveitamento das áreas trabalhadas.  

 “Eu sabia que tinha que preservar, mas por conta própria ficaria caro e talvez eu nem tivesse feito a recuperação da área”, afirma o produtor Arnaldo Souza Miranda, beneficiário do projeto há quatro anos. Hoje ele comemora a proteção de uma importante nascente de água do sítio de sua propriedade, em Cujubim. “Para mim, o projeto foi muito importante porque aprendi como preservar as coisas. O reflorestamento evita a erosão, limpa as nascentes e a água flui melhor. Pretendo dar continuidade ao trabalho”, afirma o agricultor.

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