Semeando Sustentabilidade promove curso de Gestão e Administração Financeira de Associações em Cujubim

Semeando Sustentabilidade promove curso de Gestão e Administração Financeira de Associações em Cujubim

FOTO-002O projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e executado pelo Centro de Estudos Rioterra para promover o fortalecimento da agricultura familiar, realizou nos dias 23, 24 e 25 de maio, o curso “Gestão e Administração Financeira de Associações”, em Cujubim.

Essa é uma ação voltada ao fortalecimento das organizações sociais, direcionada aos membros da diretoria de associações rurais. A capacitação abordou questões administrativas, financeiras e jurídicas referentes às associações. “Tratamos de questões como elaboração de ata, livro de contabilidade, transparência na gestão, prestação de contas, legislação trabalhista e com foco na resolução de problemas e de gestão”, comentou a instrutora do curso Rosalina dos Santos, contadora do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar, instituição parceira na execução do curso.

“Essa formação é uma continuidade dos trabalhos que estamos realizando na região para melhorarmos aspectos ligados à gestão e organização social de associações. Nosso intuito é que eles possam ampliar as formas de lutar por seus direitos. Na primeira capacitação fizemos uma introdução sobre conceitos relativos ao associativismo sobre importância do trabalho coletivo. Conseguimos reunir todos os participantes do curso anterior e ainda tivemos a adesão de representantes de novas associações”, destacou Alexandre Queiroz, educador do Setor Educação do CES Rioterra.

“Eles estão mais motivados e compreendem com maior clareza qual o papel deles na associação e como o funcionamento dela pode ajudar os associados. Daremos continuidade à essa formação com o curso de Comunicação para trabalhar a construção conceitual da identidade de cada associação e de redes de relacionamentos para fortalecer as instituições”, enfatizou Janaína Alvez, educadora do Setor Educação do CES Rioterra.

Para os participantes, os conhecimentos apresentados na formação promoverão mudanças. “Poucos de nós tínhamos conhecimentos técnicos e com o curso esclarecemos dúvidas e aprendemos sobre prestação de contas e elaboração de documentos, por exemplo. Agora vamos reorganizar conceitos antigos e formas de trabalhar coletivamente”, destacou Lucilene Celestino, presidente da Associação Desportista das Produtoras Rurais do Assentamento Sol Nascente – Asprudens.

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Agricultura Familiar e  segurança alimentar

Agricultura Familiar e segurança alimentar

A maioria dos alimentos consumidos pelo brasileiro vem da agricultura familiar, um dos principais caminhos para a segurança alimentar

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), uma das estratégias para vencer a fome é o investimento na agricultura familiar.
Em entrevista ao programa de rádio “Brasil Rural”, diretor da Secretaria Nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marcelo Piccin, falou sobre a importância relação da agricultura familiar com a segurança alimentar de um país.
Ele destaca que o Brasil saiu do Mapa da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014 com o apoio das políticas de fortalecimento da agricultura familiar. O diretor comenta que outros países buscam estratégias semelhantes fortalecendo a agricultura familiar, a agricultura que abastece as cidades e chega a mesa da população.
“É uma agricultura que produz uma grande diversidade de alimentos, alimentos saudáveis e regionais, portanto há um fortalecimento da cultura alimentar do nosso povo”, diz.
O diretor esclarece que fortalecer a agricultura familiar, a agricultura camponesa e tradicional é uma estratégia importante para conseguir promover a segurança e a soberania alimentar de um povo.
“Nós temos uma agricultura familiar que os dados que são apontados pelo IBGE do último Censo Agropecuário apontam que em torno de 70% dos alimentos são produzidos pela agricultura familiar brasileira e mais de 80% dos agricultores são agricultores familiares.” explica o diretor.
Marcelo Piccin diz que a mandioca, por exemplo, tem mais de 80% da sua origem na agricultura familiar e metade de todo o leite consumido no Brasil vem da produção familiar.
Em suas ações, como o projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobrás Socioambiental, o Centro de Estudos Rioterra promove o fortalecimento da agricultura familiar com foco na geração de renda dos produtores rurais e na conservação do meio ambiente.

*** O Brasil Rural é transmitido de segunda a sexta e aos domingos, às 6h, e sábado, às 7h, nas rádios Nacional de Brasília e Nacional da Amazônia.

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Projeto Semeando Sustentabilidade promove implantação de hortas comunitárias em Itapuã do Oeste

Projeto Semeando Sustentabilidade promove implantação de hortas comunitárias em Itapuã do Oeste

Entre os vários benefícios da criação de hortas comunitárias e urbanas está a inserção econômica de famílias em situação de vulnerabilidade social, geração de renda, redução de gastos, segurança alimentar e melhoria da qualidade nutricional. Pensando nessas e em outras questões, o projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, e executado pelo Centro de Estudos Rioterra, tem promovido ações de estímulo a implantação de hortas no município de Itapuã do Oeste (RO).

No último sábado (14), em reunião pública, foi apresentada a Horta Comunitária do Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste. A ação envolverá mulheres desempregadas e com filhos ainda pequenos, para promover o empoderamento feminino e o desenvolvimento econômico de famílias em situação de risco.

“As mulheres se mostraram empolgadas com a oportunidade e já temos 25 participantes confirmadas para o curso de capacitação e construção da horta, programado para junho”, comentou Janaína Alves, do setor Educação do CES Rioterra.

“Eu tenho uma horta e quero muito fazer esse curso para melhorar e expandir minha produção, e participar desse projeto que pode ajudar muita gente”, disse Marinês Ramos Nascimento, .

Outra ação, nos dias 12 e 13 de maio, na Escolha Municipal de Ensino Fundamental Cecília Meirelles, na Linha B40, área rural do município, envolveu alunos, professores, funcionários da escola e pais dos estudantes na finalização da horta comunitária local.

“Esta é a segunda etapa da ação. Na primeira construímos os canteiros e os enchemos com terra adubada. Agora fizemos a semeadura de couve, alface, rúcula, salsa, coentro, maxixe, pimenta e abóbora. Daqui pra frente, pais e servidores serão responsáveis por cuidar da horta e nós faremos a orientação e assistência técnica”, explicou Alexandre Queiroz, do Setor Educação do CES Rioterra.

“A ação ajudou a enriquecer as práticas educativas mostrando como se produz os alimentos e sua importância nutricional. E a horta funcionando vai melhorar o cardápio da merenda com verduras e legumes frescos”, destacou Luciana Monteiro da Silva, diretora da Escola.

 

AI:  Malu Calixto

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Rioterra apresenta proposta de Horta Comunitária em Itapuã do Oeste

Rioterra apresenta proposta de Horta Comunitária em Itapuã do Oeste

Para promover acesso a atividades produtivas ligadas à agricultura para populações que vivem em situação de risco o Centro de Estudos Rioterra inova no município de Itapuã do Oeste com a criação de uma horta urbana comunitária. A proposta, que faz parte das atividades do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, será apresentada à comunidade em uma reunião, no próximo sábado (14), a partir das 9h, no Auditório Municipal Eduardo Valverde.

A horta será construída no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste. Além do espaço, serão fornecidos equipamentos, insumos, assessoria técnica e a formação para as envolvidas.

“Vamos apresentar como a ação irá funcionar, e esta será a oportunidade para mais mulheres se inscreverem e participarem da seleção para o curso de criação e gestão de hortas, que será a primeira fase de implantação da Horta Urbana Comunitária”, informou Janaína Alves, do Setor Educação do CES Rioterra.

Como funciona?

O foco da ação é reunir mulheres desempregadas, membros de famílias de baixa renda, com filhos ainda crianças (preferencialmente com idade até três anos) e que tenham interesse em trabalhar com horta. As mulheres selecionadas farão o curso com conteúdo teórico e prático e já aplicarão seus conhecimentos na construção da horta comunitária. Algumas ficarão responsáveis por dar continuidade ao trabalho e a produção será dividida entre elas, que poderão utilizar os produtos para uso doméstico e/ou geração de renda para suas famílias.

Uma pequena parte da produção será destinada à APAE, hospitais e lares de idosos.

“Queremos promover o empoderamento feminino e a inserção econômica de famílias em situação de risco. Possibilitar a geração de renda, redução de gastos, segurança alimentar e melhoria da qualidade nutricional. Para isso, contamos com o comprometimento dessas mulheres”, finalizou Janaína Alves.

 

AI: Malu Calixto

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Sementes do Campo – Conheça a história do produtor rural Heron da Silva

Sementes do Campo – Conheça a história do produtor rural Heron da Silva

"A gente nãao sabia que era possível produzir e ainda ter a mata em pé. Eu achava que estava fazendo certo, mas o tempo é um grande professor."
“A gente não sabia que era possível produzir e ainda ter a mata em pé. Eu achava que estava fazendo certo, mas o tempo é um grande professor.”

“O planeta está esquentando e a água indo embora. Precisamos da floresta para conversar os recursos que nós tanto necessitamos para continuar sobrevivendo.”

Com essa declaração o produtor rural Heron da Silva Santos, proprietário de um lote na Linha 618, em Itapuã do Oeste, contou como entrar no Programa de Recuperação de Áreas Degradadas do projeto Semeando Sustentabilidade transformou a vida da sua família e a forma dele cuidar de sua propriedade. A história, que começou 30 anos atrás, no interior de Minas Gerais, é o Sr. Heron quem vai contar.

“Ainda criança vi uma reportagem na revista ‘O Cruzeiro’ falando da abertura e das belezas da Amazônia. Me encantei e decidi que queria vir para cá viver o meu sonho de ter um pedaço de terra. Cheguei em Rondônia em 1984 e poucos anos depois consegui comprar minha terrinha. No início a vida era muito difícil. Trabalhei duro e pesado para derrubar parte da mata.

Além do meu sonho de prosperar, eu tinha a preocupação de não levar o nome de vagabundo. O povo aqui tinha essa ideia de que quem não desmatava era preguiçoso. A gente não sabia que era possível produzir e ainda ter a mata em pé. Eu achava que estava fazendo certo, mas o tempo é um grande professor.

Percebi que tinha errado ao derrubar a mata muito próximo dos igarapés, por exemplo, e eu precisava achar uma forma de corrigir o meu erro. Foi quando o projeto apareceu oferecendo apoio para quem quisesse reflorestar sem deixar de produzir. Essa ajuda caiu do céu para mim. É difícil e caro reflorestar, e eles fizeram tudo: cerca, plantio, e eu só tinha que cuidar. Hoje já temos árvores com sete metros fazendo sombra para o gado, e a mata ciliar foi recuperada.

Estou aqui há quase 30 anos e hoje entendo essa questão do meio ambiente. O desenvolvimento é bom, mas é preciso ter responsabilidade. Esse projeto tem ajudado e todos os produtores rurais da região são agradecidas pelo apoio e pelo conhecimento oferecido de que produzir com sustentabilidade, cuidando da floresta e dos rios, é possível.”

 

 

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CAR é prorrogado para  agricultores familiares

CAR é prorrogado para agricultores familiares

A Presidenta Dilma Rousseff estendeu até 05 de maio de 2017 o prazo para os pequenos produtores rurais e agricultores familiares aderirem ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). A medida provisória 724, publicada hoje (5/5) no Diário Oficial da União (DOU), atende à reivindicação dos movimentos sociais, assegurando a mais de 1 milhão de proprietários e posseiros, ainda não cadastrados, todos os benefícios previstos no Código Florestal.
Em Rondônia, 01 (um) módulo fiscal equivale a 60 ha (sessenta hectares), logo, 04 (quatro) módulos fiscais equivalem a 240 ha (duzentos e quarenta hectares). Portanto, em Rondônia o cadastramento é gratuito para produtores (as) rurais que possuam propriedades ou posses rurais de até 240 ha (duzentos e quarenta hectares),

O Centro de Estudos Rioterra realiza gratuitamente apoio para agricultores familiares dos municípios de Cujubim, Machadinho D´Oeste, Rio Crespo e Itapuã do Oeste aderirem ao CAR. Os agricultores que tiverem dúvidas podem ligar para os números (69) 3223.6191 e 3231.2583, ou enviarem os questionamentos para o e-mail felipe@rioterra.org.br .

O cadastro é obrigatório para todas as propriedades e posses rurais, e oferece benefícios como acesso ao licenciamento ambiental e às políticas públicas como crédito rural, linhas de financiamento e isenção de impostos para insumos e equipamentos.

Como funcionará

O Sistema de Cadastramento Ambiental Rural, continuará a receber cadastros pela internet (www.car.gov.br), mas o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que administra

o CAR, informou que a partir da meia-noite desta sexta (6/5), o Sistema de Cadastramento Ambiental Rural estará em manutenção, com cadastramento temporariamente suspenso.

O que diz o Código:

Art. 3º. – V – Pequena propriedade ou posse rural familiar: aquela explorada mediante o trabalho pessoal do agricultor familiar e empreendedor familiar rural, incluindo os assentamentos e projetos de reforma agrária, e que atenda ao disposto no art. 3o da Lei no 11.326, de 24 de julho de 2006;
Art. 3º. Parágrafo único. Para os fins desta Lei, estende-se o tratamento dispensado aos imóveis a que se refere o inciso V deste artigo às propriedades e posses rurais com até 4 (quatro) módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris, bem como às terras indígenas demarcadas e às demais áreas tituladas de povos e comunidades tradicionais que façam uso coletivo do seu território.

* Com informações do www.mma.gov.br

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