CES Rioterra recupera áreas no entorno da Flona do Jamari

CES Rioterra recupera áreas no entorno da Flona do Jamari

O projeto socioambiental recuperou 100 hectares de áreas de reserva legal e mata ciliar em propriedades rurais de Cujubim e Itapuã do Oeste

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 Na semana em que se comemoram duas importantes datas – o Dia Mundial da Floresta (21/03) e o Dia Mundial da Água (22/03), o Centro de Estudos Rioterra também comemora uma importante meta alcançada para preservação ambiental: as ações do projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental promoveram a recuperação de mais de 100 hectares de áreas de mata ciliar e reserva legal em aproximadamente 50 propriedades rurais dos municípios de Cujubim e Itapuã do Oeste.

Utilizando o método de Sistemas Agroflorestais (SAFs), as ações do projeto estão ajudando a mudar a paisagem no entorno da Floresta Nacional do Jamari e o resultado desse trabalho vai muito além do que os olhos podem ver. Ao utilizar práticas que combinam espécies florestais com frutíferas, o projeto está promovendo a recuperação de áreas degradadas, a preservação de florestas, reservas legais e nascentes de rios, e alavancando o desenvolvimento econômico e geração de renda para os produtores rurais da região.

“Há muitos outros benefícios. Os produtores que aderem ao CAR – Cadastramento Ambiental Rural, e recuperam áreas de floresta em suas propriedades caminham para a regularização de suas terras de forma gratuita, descobrem formas de desenvolvimento econômico e social e ainda conquistam o direito de pleitear créditos e financiamentos junto a entidades financeiras e aos órgãos governamentais”, acrescenta Alexis Bastos, coordenador de projetos do CES Rioterra.

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Entre os beneficiados pelas ações do CES Rioterra está o agricultor Sílvio Barbosa que é proprietário do Sítio de sete hectares Jardim do Edem, na Linha 107,5 no Município de Cujubim. Além do apoio para recuperar áreas degradadas de sua propriedade, ele recebeu orientação dos técnicos agrícolas da instituição para tocar sua roça. “Quando comecei a cultivar minha roça eu não sabia quase nada. E por falta de informação eu quase perdi uma safra inteira de tomate. Mas um dia um técnico da Rioterra passou na minha propriedade e me ensinou como acabar com o fungo que estava destruindo minha plantação. Ainda consegui colher uns 50% do que plantai. Paguei as contas e me sobrou R$ 1.500 de lucro. Também recuperei uma área de pasto que estava degradada da minha propriedade e tenho aprendido muito em cursos que participo promovidos pela instituição”, detalha Sívio.

 Como o trabalho é feito

As ações do Semeando Sustentabilidade começam com a promoção de reuniões com os agricultores onde os técnicos da Rioterra explicam como o projeto funciona e os benefícios promovidos para a preservação e regularização ambiental de suas propriedades e para o fortalecimento econômico da comunidade.

Os agricultores que se interessam são cadastrados no Banco de Áreas e suas propriedades são georeferenciadas e avaliadas pelas equipes dos setores de Geotecnologia e RAD (Recuperação de Áreas Degradadas). “Criamos mapas com as informações da propriedade. Esses dados auxiliam os técnicos do RAD na escolha das espécies adequadas ao plantio, locais prioritários como nascentes de rios e áreas de erosão, entre outros aspectos”, explica Fabiana Gomes, presidente do CES Rioterra e responsável pelo setor de Geotecnologia.

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Escolhidas as áreas onde as ações serão implementadas, é hora de desenvolver e executar um plano de ação em parceria com o produtor rural. “Para a escolha da área que será trabalhada e quais espécies serão plantadas é preciso considerar o valor de mercado das espécies disponibilizadas, a aptidão do produtor e seus recursos para trabalhar com a terra. Isso feito, o CES Rioterra entra com a doação de mudas e materiais para cercar a área escolhida, limpar, preparar o solo e plantar”, detalha Adriano Ramos, responsável pelo RAD.

As espécies de valor econômico demoram de seis meses a alguns anos até a colheita. O maracujá, por exemplo, pode ser colhido em, no máximo, nove meses, já o guaraná leva uns três anos para se desenvolver totalmente. Implantados os SAFs entra em ação a equipe da ATER – setor de Assistência Técnica e Extensão Rural do CES Rioterra. “Técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos acompanham o desenvolvimento da produção. Orientam o agricultor sobre como cuidar de sua propriedade, irrigar corretamente, controlar pragas e ter uma colheita satisfatória. Temos essa missão: ajudar o produtor rural a alavancar sua produção de forma sustentável, ter condições de gerar renda e assim oferecer mais qualidade de vida para sua família”, completa Ueliton Pinheiro, responsável pela ATER.

rioterra_03O QUE É O SAF

Sistema Agroflorestal é uma forma de uso da terra que combina em uma mesma área o cultivo de espécies frutíferas/madeireiras com cultivos agrícolas/animais, para melhorar a produção rural de forma sustentável podendo ser adaptado às necessidades e aos objetivos produtivos do proprietário.

As vantagens de se adotar esse sistema são vários. Entre eles: melhor proteção do solo contra os efeitos erosivos da chuva e minimização da erosão, lixiviação e compactação; mais eficiência no uso de fatores de produção, aumentando a qualidade, a diversificação dos produtos e a segurança alimentar; conservação do meio ambiente em razão das vantagens decorrentes da intensificação e do uso mais permanente da terra, diminuindo a necessidade de derrubada e queima de novas áreas; e o aumento de oportunidades de fixação dos mais jovens no campo.

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Curso “Meio Ambiente e Saúde” reuniu mais de 50 produtores rurais de Cujubim

Curso “Meio Ambiente e Saúde” reuniu mais de 50 produtores rurais de Cujubim

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O Centro de Estudos Rioterra promoveu o curso “Meio Ambiente e Saúde” para famílias de produtores rurais do município de Cujubim. A ação foi realizada nos dias 18, 19 e 20 de março na Escola Municipal Teotônio Brandão Vilela, situada na Rodovia 205.

O curso teve início com uma palestra sobre as doenças chamadas de Hiperdias: diabetes, hipertensão e colesterol, teste de glicemia, aferição de pressão e distribuição de preservativos. “O mais interessante é que tivemos a participação de muitos agentes de saúde que atuam na região rural do município. Além de levarmos o conhecimento aos beneficiários diretos que são os produtores rurais, pudemos capacitar também alguns multiplicadores”, enfatizou Janaína Danielle Alves, responsável pelo setor Educação do CES Rioterra.

DSC_9573No segundo dia, o dentista José Odimar Batista Souza palestrou sobre higiene bucal e doenças relacionadas como cárie, gengivite, tártaro, câncer de boca, dentição torta e mandíbula fora do lugar. Durante a palestra, teve também demonstração de como fazer a escovação correta dos dentes, aplicação de flúor e doação de escovas, pastas e fio dental aos participantes.

“Poucos sabem, mas problemas na mandíbula e dentes tortos podem causar dores nas costas, nos ouvidos e na cabeça. Expliquei sobre o problema, como resolver e mostrei a eles como fazer uma massagem para amenizar esses sintomas”, contou José Batista.

No terceiro dia as biólogas do setor de Educação do CES Rioterra, Janaína Alves e Débora Filgueiras, palestraram sobre doenças parasitárias e verminoses. Entre os temas abordados, a leishmaniose foi a que mais interessou os participantes. “Ela é uma doença endêmica em Rondônia, muito comum em áreas rurais e transmitida através da picada de um inseto. O inseto pica o animal hospedeiro como o tatu e o gamba e depois pica o ser humano. Para se proteger é preciso manter a residência a, pelo menos, 50 metros de distância de áreas de floresta e observar animais domésticos que tenham sido picados. Usar repelente também é importante”, orientou Débora Filgueiras, do setor Educação do CES Rioterra.

Maria da Silva, moradora da linha B90 foi uma das participantes do curso e aproveitou a oportunidade para aprender mais sobre os cuidados com a saúde. “Escovei os dentes de forma errada por muito tempo. Mas agora aprendi como é o certo. Vou escovar da forma correta e ensinar para todo mundo da minha casa”, conta entusiasmada.

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CES Rioterra promove Mostra de Cinema em Itapuã do Oeste

CES Rioterra promove Mostra de Cinema em Itapuã do Oeste

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Para lembrar o Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março, o Centro de Estudos Rioterra realizou uma Mostra de Cinema gratuito para alunos do ensino fundamental e do EJA – Educação de Jovens e Adultos, das Escolas Estaduais “Paulo Freire” e “João Francisco Correia”, no município de Itapuã do Oeste.

O evento foi sexta-feira (21/03) no Auditório Público Municipal “Eduardo Valverde”. Mais de dez filmes entre curtas e longas metragens foram exibidos em cinco sessões que reuniram mais de 600 alunos para aprender e refletir sobre a importância da água. “Através desses filmes os alunos aprenderam sobre os cuidados que temos que ter com o uso consciente da água, a necessidade de preservar as nascentes e não poluir para garantirmos água potável para as futuras gerações”, explicou Janaína Alves, responsável pelo setor Educação do CES Rioterra.

Ao final de cada sessão, foi feito uma dinâmica onde os alunos podiam expressar suas reflexões sobre os assuntos abordados nos filmes. “Distribuímos folhas de papel em formato de gota d’água onde os alunos escreviam comentários sobre o que aprenderam para colar em um painel instalado na parede da sala”, detalha Alexandre Rotuno, coordenador de Comunicação do CES Rioterra e responsável pela Mostra de Cinema.

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“Desejo que a minha geração tenha consciência para que no futuro a gente ainda tenha água para manter a vida no planeta Terra”, foi a mensagem deixada por um dos alunos que participou da atividade.

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CES Rioterra realiza curso gratuito de Geotecnologia

CES Rioterra realiza curso gratuito de Geotecnologia

INTER03Centro de Estudos Rioterra realizou nos dias 20, 21 e 22 de março, na sede da instituição em Porto Velho, um curso gratuito de “Geotecnologia Aplicada à Gestão e Ordenamento Territorial” para catorze participantes entre acadêmicos de Biologia e Engenharia Florestal, funcionários de secretarias municipais de meio ambiente e de instituições não governamentais dos municípios de Cacoal, Ouro Preto, Cujubim e Porto Velho.

“O curso foi muito interessante, pois conseguimos chegar em pessoas que realmente precisam dessas ferramentas para realizar melhor seus trabalhos. Para democratizar o acesso às informações e proporcionar mais independência às instituições, utilizamos ferramentas e softwares livres e mostramos como ter acesso gratuito a dados oficiais”, analisou Fabiana Gomes, professora do curso e coordenadora do Laboratório de Geoprocessamento e Monitoramento da Paisagem do CES Rioterra.

O curso teve início com a apresentação de conceitos básicos sobre geoprocessamento, sensoriamento remoto e SIG – Sistema de Informações Geográficas. As atividades práticas proporcionaram aos alunos acesso à dados oficiais disponibilizados principalmente por instituições públicas, e o aprendizado de ferramentas para manipular e interpretar esses dados como subsídios para monitorar áreas e fazer planejamento de ações e políticas públicas.

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“Por exemplo, eles aprenderam a utilizar uma imagem de satélite para fazer a interpretação de uma determinada área de desmatamento. Analisar seu avanço, marcar a localização geográfica exata e poder elaborar ações mitigadoras”, explicou Luiz Felipe Ulchôa, professor do curso e técnico de geoprocessamento do CES Rioterra.

“Eu tinha muita dificuldade em interpretar mapas e identificar os elementos nele a partir de cores como o curso de águas e focos de calor. No curso conheci ferramentas para isso ”, conta a estudante de Biologia e pesquisadora voluntária do Programa de Conservação do Gavião Real, em Cacoal, Tatiane Costa.

“Há muito tempo eu queria fazer esse curso, mas é difícil ter em Rondônia e é muito caro. As práticas que aprendi aqui serão muito úteis no meu trabalho”, afirma Andrei Vinícius de Souza, funcionário da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Cujubim.

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No último dia, os alunos produziram materiais cartográficos (mapas temáticos) e cartas imagem. “Coletamos dados em campo pelo GSP e em aplicativos, manipulamos esses dados para transformá-los nesses produtos. A proposta foi mostrar aos alunos que eles mesmos podem criar seus próprios dados e produtos para monitorar e analisar informações das regiões onde atuam”, concluiu Abimael Ribeiro de Souza, professor do curso e técnico de geoprocessamento do CES Rioterra.

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CES Rioterra promove curso de “Meio Ambiente e Saúde”.

CES Rioterra promove curso de “Meio Ambiente e Saúde”.

saudeO Centro de Estudos Rioterra está promovendo essa semana o curso “Meio Ambiente e Saúde” para famílias de produtores rurais do município de Cujubim. A  ação é do Projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental e acontece de 18 à 20 de março na Escola Municipal Teotônio Brandão Vilela, situada na Rodovia 205.

O curso teve início na manhã de terça-feira (18/03) com uma palestra sobre as doenças chamadas de Hiperdias: diabetes, hipertensão e colesterol, teste de glicemia, aferição de pressão e distribuição de preservativos.

“A adesão ao curso no primeiro dia foi muito boa. Todos compareceram para fazer os testes e aprender um pouco mais sobre como cuidar da saúde. Os temas escolhidos para esse curso foram um pedido dos próprios produtores rurais. Agora, esperamos que eles apreciem todas as palestras do curso e que esses conhecimentos adquiridos tragam resultado para a vida deles”, destacou  Débora Filgueiras, educadora ambiental do CES Rioterra.

No segundo dia de curso está prevista a participação do dentista José Odimar Batista Souza. Ele fará palestra sobre patologias bucais, demonstração de escovação e aplicação de flúor em todos os participantes e crianças que estudam na escola.

Na quinta-feira (20/04), última dia de atividades do curso, Janaína Danielle Alves, do Setor de Educação do CES Rioterra, fará duas palestras: sobre Verminoses e Nutrição. Segundo ela, as verminoses são um problema comum em áreas rurais. A contaminação é por água, solo e alimentos e estão ligadas às condições sanitárias, que  geralmente são precárias em áreas rurais.

“É muito importante orientar as pessoas sobre como se prevenir das verminoses. Há atitudes simples, como cuidar da água utilizada para beber e cozinhar e sempre lavar muito bem as mãos e os alimentos. Quanto à questão nutricional, farei uma palestra geral destacando principalmente os cuidados alimentares das crianças para crescerem saudáveis”, completou Janaína Alves.

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CES Rioterra promoveu intercâmbio com agricultores em Ouro Preto do Oeste

CES Rioterra promoveu intercâmbio com agricultores em Ouro Preto do Oeste

Dileã Lima do Nascimento, produtora rural de Cujubim quer produzir cacau em sua propriedade.
Dileã Lima do Nascimento, produtora rural de Cujubim quer produzir cacau em sua propriedade.

Na última sexta-feira (14/03) produtores rurais dos municípios de Cujubim e Itapuã do Oeste deixaram a rotina do trabalho no campo para participar de um intercâmbio na sede da CEPLAC – Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, em Ouro Preto do Oeste. A ação foi promovida pelo Centro de Estudos Rioterra para 26 pequenos agricultores beneficiados pelo projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental.

Atividades como essa oferecem oportunidades de aprendizado e troca de experiencias que ajudam os agricultores nas decisões sobre como manejar suas propriedades”, destacou Débora Filgueiras, educadora ambiental do CES Rioterra,

A visita começou com uma breve apresentação, feita pelo engenheiro agrônomo da instituição Fernando Luiz Corrêa, sobre o trabalho da Ceplac e as vantagens do cultivo de cacau consorciado com outras espécies em Sistemas Agroflorestais (SAFs).

E essa é uma cultura ideal para o pequeno produtor. Em um hectare é possível produzir entre mil e mil e seiscentos quilos do fruto com pouco investimento e mão de obra ”, acrescentou Luiz Corrêa.

As informações adquiridas sobre o promissor mercado de cacau animou alguns produtores rurais. Dileã Lima do Nascimento, que trabalha com o marido na propriedade da família em Cujubim, já se decidiu: “Vou voltar às minhas raízes. Meu avô foi produtor de cacau em Ariquemes e eu me lembro de ajudá-lo quando criança. O meu sítio tem cinco alqueires de terra e dois estão parados. Quero recuperar a área com espécies florestais e fazer o plantio do fruto no meio. Os técnicos do CES Rioterra já disseram que podem me orientar nessa empreitada”, planeja Dileã Lima.

No período da tarde os participantes do intercâmbio visitaram uma área experimental onde a Ceplac tem um SAF – Sistema Agroflorestal, e produz café e cacau consorciados com espécies florestais. Também conheceram a propriedade do agricultor Joel Bispo dos Santos que há dez anos plantou sua primeira roça de cacau em dois hectares de terra.

Hoje eu produzo em média quatro mil quilos de cacau por ano e no meio dele ainda planto banana e mandioca que acrescenta mais um pouco na renda da minha família. É uma espécie que não dá muito trabalho, com mais um ajudante eu dou conta de todo o serviço”, detalhou Joel Bispo que da safra de 2013 teve um lucro de quase R$ 18 mil com sua plantação.

E ele vendeu apenas as amêndoas para a produção de chocolate. Se tivesse comercializado também o mel e a polpa do fruto para a produção de suco e geleia, por exemplo, poderia dobrar sua rentabilidade”, acrescentou o técnico da Ceplac, Ivan Pires, que acompanha o desenvolvimento da lavoura cacaueira de produtores rurais da região.

Ao final do dia os participantes do intercâmbio conheceram o Laboratório de Entomologia da Ceplac.

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