CENTRO DE ESTUDOS RIOTERRA E UNIR APRESENTAM RESULTADOS DE NOVAS PESQUISAS COM SEMENTES FLORESTAIS

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Novos resultados de pesquisas realizadas com sementes amazônicas coletadas na Floresta Nacional do Jamari, em Itapuã do Oeste, foram divulgados para cientistas de todo país, durante o XIII Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal e na XIV Reunião Latino Americana de Fisiologia Vegetal, realizada em setembro, na cidade de Búzios, Rio de Janeiro.

As publicações são resultados da parceria firmada entre o Centro de Estudos Rioterra, Universidade Federal de Rondônia – UNIR, ICMBio e prefeitura de Itapuã do Oeste para execução Projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental.

As pesquisas, coordenadas pela doutora Renita Frigeri, da Unir sobre “Dependência térmica da germinação de sementes de Astronium lecointei Ducke(maracatiara)”; “Parâmetros térmicos da germinação de sementes de Schizolobium amazonicum Huber ex Ducke (bandarra)”; e “Dependência térmica da germinação de sementes de Senna multijuga (Rich.) Irwin & Barn” (disponíveis em www.semeandosustentabilidade.org e www.rioterra.org.br) apresentam resultados de germinação em relação à variação térmica. A técnica aplicada foi o modelo de graus dia, utilizando frutos em estágio de maturação, colhidos nas árvores matrizes do banco de sementes ‘in natura’, georreferenciados na área da Flona.

Segundo a doutora Renita, a participação no Congresso projeta o Estado positivamente no cenário nacional e possibilita aos pesquisadores rondonienses estreitarem contatos com integrantes de outras redes.

As espécies estudadas possuem ocorrência na Amazônia e importante valor ecológico e econômico para o mercado madeireiro. Mudas produzidas pelo projeto no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste são distribuídas gratuitamente para produtores rurais para a recuperação de áreas de preservação permanentes, popularmente conhecidas como APPs ou matas ciliares.

O processo de pesquisa foi possível graças à reestruturação do Laboratório de Fisiologia Vegetal da Unir, feito pelo Projeto Semeando Sustentabilidade e pela parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que permite a coleta de sementes no interior da Flona do Jamari.

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EXPERIÊNCIA DO VIVEIRO EDUCADOR DE ITAPUÃ DO OESTE/RO É APRESENTADA NO II CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

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A equipe de Educação do Centro de Estudos Rioterra apresentou o trabalho “Viveiro Educador: Uma Experiência na Amazônia”, no II Congresso Nacional de Educação Ambiental e IV Encontro Nordestino de Biogeografia, com o tema “Caminhos para a Conservação da Sociobiodiversidade”, realizado pela Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, entre os dias 12 e 15 de outubro de 2011.

O trabalho apresentado trata da experiências de educação ambiental do projeto Semeando Sustentabilidade patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental, desenvolvidas junto ao Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste/RO. Nos anos de 2010 e 2011 realizou-se um conjunto de ações voltadas para o fortalecimento da gestão do viveiro por meio da construção do Projeto Político Pedagógico Participativo (PPPP), envolvendo professores, estudantes, gestores públicos, técnicos, viveiristas e lideranças sociais. O objetivo principal do projeto PPPP é consolidar o viveiro como espaço educador e não apenas de produção de mudas, ampliando o seu sentido para a construção de possibilidades de conhecimentos e práticas que o tornem um espaço de múltiplas funções socioambientais e educativas.

A apresentação da experiência do Viveiro Educador de Itapuã do Oeste – RO foi muito bem recebida pelos participantes da sala temática “Ecopedagogia e Educação Ambiental”, do qual o trabalho fez parte. O trabalho foi considerado inovador e relevante, pois agrega diversas oportunidades de conservação da sociobiodiversidade na região a partir deste espaço de referência.

O coordenador de Educação Ambiental do projeto Semeando Sustentabilidade, Emanuel Meirelles, destacou a participação da Instituição no Congresso: “o trabalho do Centro de Estudos Rioterra no Viveiro Educador de Itapuã do Oeste foi um dos poucos apresentados oriundos da região Amazônica. Ainda é uma novidade esse tipo de experiência na área de educação ambiental. Nosso intuito é que o artigo apresentado a partir da sistematização de nossas experiências com a comunidade contribua para o surgimento de novos Viveiros Educadores no país”.

Até o dia 30 de novembro de 2011 o artigo será publicado no livro eletrônico “Educação Ambiental: Caminhos para a Conservação da Sociobiodiversidade”, na pagina do congresso, http://www.cnea.com.br/site/index.php. A obra terá indexação (ISBN) e o selo da Editora Universitária da UFPB.

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Convênio entre Terra Legal e Governo de Rondônia entrega primeiros títulos no estado

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Na manhã desta sexta-feira (16), mais um passo foi dado pela regularização fundiária em Rondônia com a entrega de 102 títulos a agricultores da Gleba Novo Destino, em Candeias do Jamari. Os títulos, emitidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) através do programa Terra Legal, legitimam posses de até 15 módulos fiscais e já foram entregues a outras 70 famílias em Rondônia.

Já os primeiros frutos do convênio de 17 milhões entre o MDA e o governo do estado virão ainda nesta sexta, com a titulação de 357 parcelas em Cujubim, cuja entrega acontece às 15h na Câmara Municipal. Também neste sábado (17), em Nova União, haverá entrega de 130 títulos no município. “É uma satisfação trabalhar em parceria com o estado e ver hoje os resultados disso na titulação”, revela Shirley do Nascimento, secretária extraordinária de Regularização Fundiária na Amazônia Legal.

Titulação: fim e início

A emissão dos documentos da terra é a fase final de um processo que teve início com o cadastramento dos posseiros, passando pelo georreferenciamento (medição da área segundo coordenadas e limites) das glebas e dos lotes e o geoprocessamento (digitalização e espacialização dos dados).

Esse último passo conta com a participação do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que recebe do MDA os memoriais descritivos e plantas baixas dos lotes a serem titulados e confirma em meio digital os dados obtidos em campo, averiguando se os limites da propriedade estão corretos, impedindo, por exemplo, a sobreposição de áreas e invasão de áreas de conservação. Tudo é armazenado no banco de dados geográficos que permitirá, ainda, a fiscalização e controle do desmatamento. “Todo o trabalho visa evitar erros e garantir que os títulos entregues só tragam benefícios. Assim, lucra o agricultor, que passa a ter acesso às políticas públicas, e o estado, que poderá se desenvolver, evitando o êxodo rural”, diz José Neumar da Silveira, gerente regional do Sipam em Porto Velho.

Para o governador Confúcio Moura, apesar de ser o fim de um processo, o título é apenas o início para o desenvolvimento rural. “Esse é o primeiro passo, que nada adiantará se não investirmos na produção e na educação do campo. Para isso tenho contado com o governo federal e iremos revolucionar o estado”, destaca.

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