CÂMARA TÉCNICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REÚNE-SE EM ITAPUÃ DO OESTE

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Reuniram-se pela primeira vez nesta terça-feira, 25 de maio, em Itapuã do Oeste/RO, os membros da recém criada Câmara Técnica de Responsabilidade Social, composta por representantes de entidades que formam o Conselho Consultivo da Floresta Nacional do Jamari.

A Câmara tem como objetivo discutir as ações de responsabilidade social decorrentes das atividades econômicas privadas realizadas na unidade e seu entorno. Busca-se com a instalação deste espaço promover justiça e equidade social, proporcionando aos municípios impactados por tais atividades benefícios nas áreas de educação, lazer, cultura e meio ambiente.

Esta Câmara atuará como órgão consultivo, de assessoramento técnico e institucional do Conselho Consultivo da Flona do Jamari, estimulando o diálogo constante e a integração entre os diferentes atores sociais.

Participaram voluntariamente desta reunião inaugural Carlos Renato de Azevedo, Chefe da FLONA do Jamari, do ICMBio, Josiane Brenner, da AREF, Antonio José de Oliveira, do DNPM, Ibraim Coelho Junior, da SEMAPEM de Itapuã do Oeste, João Nover Castilho Fernandes da EMATER, Hérlon de Moura Soares da BRASCAN, José Antonio Jerônymo Vian da ERSA, Allyson D. Koester, da METALMIG, Adirleide dos Santos, da FIMAIO de Itapuã do Oeste e Leonardo Pool de Almeida, do Centro de Estudos RIOTERRA.

Para participar da Câmara, poderão pleitear credenciamento junto ao Conselho Consultivo da Flona do Jamari, em Itapuã do Oeste/RO, pessoas jurídicas de direito público ou privado interessadas na gestão de responsabilidade social.

Contatos:

Carlos Renato Azevedo – ICMBio – carlos-renato.azevedo@icmbio.gov.br
Leonardo Pool de Almeida – RIOTERRA – rioterra@rioterra.org.br;

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ONU afirma que Brasil é deficiente na gestão das unidades de conservação

Estudo divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Ministério do Meio Ambiente, feito em parceria com a UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, na sigla em inglês), aponta que o Brasil possui sérias deficiências na gestão de unidades de conservação, que funcionam com número reduzido de mão-de-obra na proteção das áreas e baixo orçamento para investimentos em infraestrutura.

O documento revela que, apesar de o país agregar a quarta maior área do mundo coberta por unidades de conservação (1.278.190 km²), fica atrás de nações mais pobres e menores quando comparam-se quesitos como funcionários e orçamento por hectare.

A Costa Rica, país da América Central com 4,5 milhões de habitantes, tem um funcionário para cada 26 km² de área e investe R$ 31,29 em cada hectare (10 mil m²). O Brasil, por sua vez, tem um funcionário para cada 186 km² de florestas protegidas e aplica R$ 4,43 em cada hectare. O número é muito abaixo dos Estados Unidos, que aplica R$ 156,12 por hectare (35 vezes mais que o Brasil) e tem um funcionário para cada 21 km².

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é necessário aumentar os investimentos nas unidades devido aos benefícios oferecidos à população e setores econômicos. Por ano, as UCs geram até R$ 4,55 bilhões com a exploração legal de recursos naturais (como madeira e borracha) e com a visitação de turistas em parques e florestas.

Recursos – O orçamento destinado para as unidades de conservação federais por ano é de aproximadamente R$ 300 milhões, que de acordo com o governo federal é o mesmo desde 2001 e cobre gastos com folha de pagamento e investimentos em infraestrutura. Entretanto, para o MMA seria necessário mais que dobrar o valor.

“Temos que usar a criatividade para melhorar a gestão e proteção”, afirmou Braulio Dias, secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente. Para ele, é praticamente impossível o Brasil alcançar níveis de gestão aplicados em países desenvolvidos, que tem orçamentos mais robustos.

“O que temos que fazer são parcerias com instituições acadêmicas ou ONGs para uma gestão compartilhada nas unidades de conservação. Isso já ocorre nos parques nacionais da Serra da Capivara (PI) e do Jaú (AM). A sorte é que o Brasil conta com muitas instituições dispostas a participar disto”, afirmou.

Terceirização – Segundo Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), outra alternativa é a terceirização dos funcionários no setor turístico.

“Quem é contratado do governo deve trabalhar na preservação das unidades. A exploração turística poderia ser feita por outras organizações. Isto melhoraria a gestão funcional e evitaria um inchaço na contratação, que o governo tenta conter”, disse. O número atual de funcionários nas áreas conservação federal não foi informado. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)

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Acervo fundiário brasileiro está disponível na internet

O acervo fundiário brasileiro, que contém plantas e informações sobre imóveis rurais em todo o País, está acessível a qualquer cidadão, pela internet. A possibilidade foi aberta nesta segunda-feira (16/5) pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), responsável por gerenciar o banco de dados.

O endereço http://acervofundiario.incra.gov.br/i3geo é a porta de entrada para o chamado Acervo Fundiário Digital. Ali são encontradas informações produzidas pelo Incra sobre projetos de reforma agrária, imóveis rurais, glebas, territórios quilombolas e faixas de fronteira. Parcerias com outras instituições também permitiram a visualização de áreas de proteção ambiental, sistema viário, hidrografia, limites políticos (estadual e municipal), terras indígenas, títulos minerários, mapeamento sistemático e imagens de satélite. Pelo portal do Incra na internet (www.incra.gov.br) também é possível acessar o programa e baixar o tutorial de navegação.

O diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, Richard Torsiano, destaca que além de conferir mais visibilidade e ampliar o conhecimento sobre o trabalho realizado pela autarquia, o novo instrumento traz benefícios em múltiplas instâncias. “Toda a sociedade ganha, desde o cidadão comum a órgãos de governo, instituições de ensino, entre outros, não somente pela possibilidade de conhecer melhor a malha fundiária brasileira, como utilizar os dados para planejar ações ou desenvolver pesquisas”, aponta.

As ferramentas presentes no sistema permitem ao usuário produzir, por exemplo, mapas personalizados, a partir do cruzamento dos conteúdos disponibilizados. O banco de dados também é dinâmico, ou seja, permanentemente atualizado, tanto pelo Incra como pelas instituições que “emprestam” parte dos seus acervos ao ambiente digital.

Um desses parceiros é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O gerente de Microdados e Metadados da instituição, Hesley da Silva Py, qualifica o trabalho como “excepcional”. Para ele, a iniciativa é interessante por dar visibilidade a algo que, se não é mostrado, não existe para a sociedade. “Além disso, é uma ferramenta que permite muitas possibilidades. As pessoas podem combinar dados e chegar a novos produtos. Agregam valor em cima de algo que nem imaginavam que pudesse ser feito”, diz.

Ele acredita que a população já enxerga esses recursos de maneira diferente. “Há um tempo os jornais apresentavam gráficos nas matérias, hoje, trabalham em cima de um mapa. O GPS é algo que não tínhamos. A população começa a se familiarizar com o uso do dado geoespacial e o serviço público não pode deixar de disponibilizar essa informação e em um formato adequado para que seja consumida”, reitera.

Já a coordenadora geral de Geoprocessamento do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Sandra Pedrosa, cita o intercâmbio entre os órgãos governamentais como um dos principais ganhos. “Assim podemos traçar políticas públicas conjuntas. A idéia é que a troca de informações seja cada vez maior para que não haja desperdício de investimentos de ambos os lados”, diz, ao citar, por exemplo, a possibilidade de checar se um assentamento tem interferência em área que o DMPN esteja liberando para determinada pesquisa.

Desenvolvimento

O sistema foi desenvolvido pela Diretoria de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, por meio da Coordenação Geral de Cartografia. Também fez parte do processo de implementação o serviço de Cartografia da Superintendência Regional do Incra no Maranhão. Para isso, a equipe utilizou o software livre i3Geo, voltado à criação de mapas interativos e disponibilizado pelo Ministério do Meio Ambiente.

Em um primeiro momento, em meados de 2009, o acesso foi disponibilizado a servidores do Incra e a órgãos governamentais, para que o sistema fosse aprimorado. A etapa permitiu, também, a incorporação de acervos de outras instituições.

A Coordenação Geral de Cartografia do Incra disponibiliza, no ambiente digital, um manual de utilização do aplicativo para que o usuário possa usufruir de todas as funcionalidades do sistema.

Disponível em: www.incra.gov.br

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Aumento da temperatura média do planeta pode afetar não só clima, mas a biodiversidade de uma região

Pesquisas confirmam o aumento da temperatura média do Planeta. O aquecimento global é uma consequência das alterações climáticas ocorridas por causa do aumento da emissão dos gases de efeito estufa. O aumento da temperatura que já foi registrado em quase 1 grau Celsius (ºC), pode parecer insignificante, mas é suficiente para modificar todo clima de uma região e afetar profundamente a biodiversidade, provocando desastres ambientais.

O mundo acompanha, pelos meios de comunicação, as catástrofes provocadas por desastres naturais e as alterações que estão ocorrendo, rapidamente, no clima global. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como têm ocorrido nos últimos anos.

A comparação com o corpo humano pode dar uma idéia das consequências do aumento de temperatura para o clima global. Basta imaginar um aumento de 2 ºC na temperatura corporal de uma pessoa. Essa elevação provoca várias alterações no funcionamento do organismo. Os batimentos cardíacos ficam mais lentos e a transpiração aumenta. Se houver elevação de 5 ºC, a situação se torna grave, podendo até provocar convulsões. Ao se comparar o estado febril de uma pessoa com o aquecimento do planeta, acontece algo semelhante.

Segundo cientistas, se a temperatura do planeta aumenta em 2 ºC, as chuvas e secas já se alteram. Com uma elevação de 5 ºC, o clima da Terra entraria em colapso, afetando fortemente a agricultura e a pecuária. Em boa parte das zonas tropicais, o aumento da temperatura em níveis mais altos inundaria cidades litorâneas e provocaria a formação de furacões de maneira mais frequente, em quase todos os oceanos, inclusive no Atlântico Sul.

De acordo com a professora de geologia da Universidade Federal da Bahia Zelinda Leão, mais de 50% dos corais estão ameaçados com a elevação das águas do oceano. Zelinda diz que o que se tem observado no mundo é que as anomalias térmicas de 2 ºC, por mais de uma semana, têm provocado branqueamento dos corais. Esses branqueamentos sucessivos, principalmente, nos últimos 20, 30 anos têm causado mortalidade em massa de corais no mundo.

O glaciologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Jefferson Cardía Simões diz que os fóruns climáticos confirmam que a temperatura média da atmosfera terrestre continua aumentando, causando descongelamento das geleiras. “O que se sabe, hoje, é que as geleiras pequenas, exatamente aquelas que respondem mais rapidamente às mudanças climáticas, tendem a se retrair ou mesmo, a desaparecer nas próximas décadas”, afirma.

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre, atribui o aquecimento observado em 50 anos ao aumento da emissão dos gases de efeito estufa, que afetam a atmosfera. “Nos últimos 100 anos, a temperatura na superfície do planeta já subiu, em média, cerca de 0,8 ºC. É muito difícil frear essa elevação e demoraria muito tempo. É preciso diminuir o risco futuro”, alerta.

Para diminuir esse risco, Nobre diz que é preciso um esforço global. Em relação aos oceanos, o pesquisador afirma que a temperatura das águas já aumentou meio grau. Ele ressaltou que a elevação do nível dessas águas, em 2100, pode ficar entre 40 centímetros e 1 metro, gerando tempestades, agitação no oceano, provocando ressacas violentas e erosões costeiras.

O Ministério de Ciência e Tecnologia pretende lançar, ainda este ano, o Sistema Nacional de Alerta de Desastres Naturais. O projeto vai atuar inicialmente em municípios brasileiros que já tenham o mapeamento de risco de deslizamentos e inundações. Nobre revela que a meta é implementar o sistema em todo o país em quatro anos. (Fonte: Deogracia Pinto/ Radiobrás).

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Petrobras é a marca mais valiosa da América Latina

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A Petrobras recebeu nesta sexta-feira (13/5) o prêmio de empresa da América Latina com a melhor colocação no ranking das cem marcas mais valiosas do mundo. O levantamento foi realizado pela agência americana de pesquisa de marketing Millward Brown.

De acordo com a pesquisa, o valor da marca Petrobras cresceu 39% entre 2010 e 2011 e alcançou US$ 13,4 bilhões, levando a Companhia à 61° posição entre as mais valiosas do mundo (subindo 12 posições em relação ao ranking anterior), à frente de Pepsi, British Petroleum, Samsung, Siemens, Petrochina e Sony.

No Brasil, a Petrobras ficou em primeiro lugar, à frente de Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Natura. O levantamento da consultoria é feito há 13 anos e tem como base as entrevistas de dois milhões de consumidores de 30 países.

Em 2003, de acordo com a metodologia das consultorias Interbrand e Brand Analytics, a marca da empresa valia US$ 285 milhões de dólares.

Durante a cerimônia de anúncio da pesquisa, realizada em São Paulo, o representante da Gerência de Marcas e Imagem Corporativa da Petrobras, Ricardo Whately, destacou como fator decisivo para a valorização da marca a alta tecnologia da Petrobras, desenvolvida pelo seu Centro de Pesquisas (Cenpes), fundamental na exploração do pré-sal, a nova fronteira petrolífera mundial.

“A descoberta das jazidas do pré-sal e a reputação da Petrobras propiciaram a realização, com sucesso, da maior capitalização do mundo, uma demonstração de confiança dos investidores na empresa, que têm um papel fundamental na economia brasileira”, ressaltou Whately.

Além disso, o consultor afirmou que a Petrobras é uma das únicas empresas que se relaciona com todos os seus públicos e reforçou a importância do compromisso da Companhia com a sociedade, demonstrado por meio das ações socioambientais e do patrocínio a projetos ambientais, sociais, culturais e esportivos, que, segundo ele, contribuem decisivamente para a percepção da marca. “O valor que ela alcançou é resultado do esforço de todos os seus empregados e parceiros”, concluiu.

O gerente de Comunicação Regional de São Paulo, José Barbosa, que recebeu o prêmio representando a Petrobras, disse que além da empresa investir muito em tecnologia, no seu parque industrial e em todas as etapas da cadeia produtiva, a Petrobras investe, sobretudo, na sociedade. “Este prêmio é de toda a sociedade brasileira. Afinal, foi de um movimento popular que nasceu a Petrobras e por isso ela investe fortemente, contribuindo para que a vida dos brasileiros seja cada vez melhor.

Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional

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