Petrobras investe em ações de reuso e conservação da água

17,3 bilhões de litros de água foram reaproveitados em 2010

Na terça-feira (22/3), Dia Mundial da Água, a Petrobras destaca a importância deste recurso e as ações da Companhia para tornar mais eficiente o uso da água em suas instalações. Em 2010, por exemplo, o volume total de reuso da água na empresa chegou a 17,3 bilhões de litros.

Um dos destaques é o sistema de tratamento de água e efluentes da Refinaria de Capuava, em São Paulo, que se tornou a primeira refinaria da América Latina com descarte zero de efluentes. Em ganhos para o meio ambiente, a refinaria deixou de captar 1 bilhão de litros de água por ano do Rio Tamanduatei, que corta o município onde a planta está instalada. No que tange ao descarte, deixou de lançar 700 milhões de litros de efluente industrial por ano para este mesmo rio.

Em plataformas, a água do mar também é aproveitada. Mais 1,3 bilhão de litros de água do mar foram dessalinizados para uso em unidades marítimas em 2010. Em plataformas como as da Bacia de Campos e Bacia de Santos, cerca de 2,7 milhões de litros por dia de água passam por um processo de dessalinização para utilização dentro de unidades marítimas. O objetivo é reduzir a captação de água doce das bacias hidrográficas continentais.

Gestão ambiental

A gestão de recursos hídricos na Petrobras é regulada por um padrão interno de gestão ambiental de recursos hídricos e efluentes, que estabelece as diretrizes de atuação da Companhia. Entre as ações realizadas, destaca-se o Inventário de Recursos Hídricos e Efluentes da Petrobras, que mostra os volumes de água captada e de efluentes industriais tratados em suas instalações.

A água é um recurso cada vez mais importante para as operações das empresas e seu uso deve ser baseado no modelo de ecoeficiência. Em 2009, já havia na Petrobras cerca de oitenta projetos relacionados à implantação e modernização de sistemas de tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento de efluentes e reuso de água.

“Os principais desafios da Petrobras são conhecer a disponibilidade hídrica das regiões onde atua e, em função da disponibilidade, planejar suas ações de racionalização do uso e de lançamento de seus efluentes. Ações de eliminação de desperdícios, otimização do uso nos processos, reutilização e adoção de processos e tecnologias menos intensivos em água são exemplos”, explica o coordenador de Recursos Hídricos e Efluentes da Petrobras, Antônio Luiz Peres.

Programa Petrobras Ambiental: “Água e Clima”

Outra frente importante de atuação da Companhia é o Programa Petrobras Ambiental (PPA) que, desde 2003, investe em projetos de todo o país, voltados à conservação e preservação dos recursos ambientais e à consolidação da consciência socioambiental brasileira. Para o período de 2008 a 2012, o tema do programa é “Água e Clima”. Os projetos têm como foco principal a gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos; a recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce; e a fixação de carbono e emissões evitadas. Para esse período, estão sendo investidos R$ 500 milhões nas ações estratégicas do Programa que incluem: investimentos em patrocínios a projetos ambientais; fortalecimento das organizações ambientais e de suas redes e disseminação de informações para o desenvolvimento sustentável.

O PPA já patrocinou projetos em dezenas de bacias e ecossistemas em cinco biomas brasileiros: Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Pantanal. As ações já envolveram diretamente 3,6 milhões de pessoas e 5 mil espécies nativas foram estudadas. Outro resultado é que, considerando a área plantada e a de desmatamento evitado, os projetos patrocinados poderão sequestrar até 6,8 milhões de toneladas de CO2.

Fonte: Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional

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AGRICULTORES DE TARILÂNDIA VISITAM PROJETO SEMEANDO SUSTENTABILIDADE

Agricultores familiares e estudantes do distrito de Tarilândia, Jaru, passaram o dia 20 de março participando de uma visita ao projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental. Viajaram cerca de 600 quilômetros exclusivamente para a visita técnica.

O grupo, formado por 44 pessoas conheceu a Floresta Nacional do Jamari e pôde ver de perto como a gestão da unidade em parceria com a comunidade do entorno pode beneficiá-los. Eles aprenderam sobre o trabalho do banco de sementes, desenvolvido em parceira com o ICMBio e Universidade Federal de Rondônia, participaram de uma demonstração de coleta de sementes em altura e receberam informações sobre ecologia da floresta.

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Em seguida visitaram o Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste, onde acompanharam todo o processo de produção de mudas, desde a chegada das sementes coletadas na Flona do Jamari até a fase de rustificação (fortalecimento das mudas para depois serem transplantadas para o campo).

A atividade terminou com visitas as propriedades rurais que estão sendo beneficiadas com os experimentos de recuperação de matas ciliares.
De acordo com o coordenador da expedição, João da Cruz Silva, extensionista rural da Ceplac de Jaru, o Projeto Semeando Sustentabilidade é um exemplo de ação bem feita servindo de modelo para outras instituições. Considerou a visita como uma importante troca de experiências e que pretendem desenvolver projeto semelhante para recuperar as matas ciliares da bacia do rio Jaru, atendendo cerca de 50 afluentes.

O estudante Salézio José de Oliveira, do 6º período do curso de Gestão Ambiental na Unicentro/Jaru, destacou a importância do banco de sementes ‘in natura’ como forma de manutenção do ciclo de produção de mudas com qualidade e elogiou a distribuição gratuita de mudas para agricultores.
Alexis Bastos, coordenador de projetos do Centro de Estudos Rioterra, entidade realizadora do projeto reafirma o compromisso de fazer deste local uma referência no tocante a recuperação de áreas alteradas e fixação de carbono. “As ações já chegaram a outras unidades de conservação situadas em Porto Velho, assentamentos de Candeias, Vale do Anari, Ouro Preto do Oeste e Jaru, além de Itapuã e Cujubim. Queremos que mais municípios venham ver que é possível desenvolver e conservar. O meio ambiente está ao lado da economia e não contra”, afirmou.

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