Rioterra começa recuperação de áreas degradadas no entorno da Flona do Jamari

O projeto visa recuperar matas ciliares em pequenas propriedades rurais

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Começa o plantio de áreas de matas ciliares degradadas, no entorno da Floresta Nacional do Jamari, nos municípios de Itapuã do Oeste e Cujubim. As áreas são de pequenas propriedades rurais que se inscreveram voluntariamente para o experimento e foram selecionadas. O pequeno produtor não tem custos com os serviços realizados. Neste ano foram produzidas 270 mil mudas, de mais de 30 espécies nativas, que estão sendo pesquisadas por técnicos da Rioterra e da Universidade Federal de Rondônia – Unir.

As atividades são do Projeto Semeando Sustentabilidade, realizado pelo Centro de Estudos Rioterra patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental tem como meta promover o fortalecimento de conservação da biodiversidade e melhoria à resistência das microbacias do entorno da Flona do Jamari, garantindo assim o seqüestro de carbono através do plantio de árvores.

As primeiras propriedades a receberem o plantio estão nas linhas 618 (Embratel), às margens do igarapé Jatuarana e, linha 616 às margens do rio General Ozório, em Itapuã do Oeste. As áreas foram cercadas e o solo recebeu tratamento com calcário e superfosfato triplo antes de receber as mudas. Em dezembro serão plantadas 40 mil mudas nas áreas selecionadas e já preparadas.

O agricultor Manoel Messias Lima tem propriedade rural na linha Embratel desde 1988. Disse que no passado, as instituições orientavam o desmatamento completo para garantir a posse da terra e para evitar a malária. “Agora reconhecemos a importância e o valor da floresta de pé e não temos condições de fazer a recuperação porque custa caro. Esse projeto (Semeando Sustentabilidade) está nos ajudando nessa tarefa sem qualquer custo”, destacou.

O projeto Semeando Sustentabilidade tem como parceiros o Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade/ICMBio, Universidade Federal de Rondônia/UNIR, Prefeitura de Itapuã do Oeste, Grupo Geoprocessamento.com e apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário/MDA, Serviço Florestal Brasileiro/SFB, Superintendência de Patrimônio da União/SPU, Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia/INPA e Prefeitura de Cujubim.

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